Belgas dominantes na Antwerp Port Epic!

Três belgas discutiram ao sprint a vitória na Antwerp Port Epic/Sels Trophy de 2020. Gianni Vermeersch, da Alpecin-Fenix, acabou por ser o mais forte, batendo Stan Dewulf, da Lotto Soudal, e Baptiste Planckaert, da Bingoal-Wallonie Bruxelles.

A prova de um dia belga, corrida com partida e chegada em Antuérpia, apresentava um total de 187 km, 28 deles em empedrado e 35 em terra batida, o que prometia um dia a fazer jus ao nome da prova.

Entre as equipas participantes, apenas duas formações do World Tour (Trek-Segafredo e Lotto Soudal) marcavam presença, juntando-se a dez equipas pró-continentais e oito continentais.

A prova iniciou-se com inúmeros ataques e um ritmo furioso. Dessa forma, a fuga da jornada apenas se formou passados 40 km, com um grupo de onze a conseguir destacar-se: Robin Carpenter (Rally Cycling), Charles Quarterman (Trek-Segafredo), Oscar Riesebeek (Alpecin-Fenix), Lionel Taminiaux (Bingoal-Wallonie Bruxelles), Julien Morice (B&B Hotels-Vital Concept p/b KTM), Tobias Kongstad (Riwal Securitas Cycling Team), Damien Gaudin (team Total Direct Energie), Jordy Bouts (Tarteletto-Isorex), Alex Mengoulas (BEAT Cycling Club), Niklas Märkl e Tim Naberman (Development Team Sunweb).

O pelotão ia sendo controlado pela Circus-Wanty Gobert e pela Lotto Soudal, com um forte trabalho de Jelle Wallays, nunca permitindo uma vantagem muito significativa para os homens da frente.

A 100 km do fim, Carpenter aumentou o ritmo na frente, desfazendo a fuga, mas enquanto isso, lá atrás, o trabalho de Wallays resultou numa quebra no grupo principal, com cerca de vinte ciclistas a isolarem-se. Este grupo acabaria por conseguir mesmo fazer a junção com a frente da corrida.

As várias movimentações que se sucediam não tiveram o resultado desejado e, com 66 km para o final, o pelotão estava novamente agrupado. O ciclista da Alpecin-Fenix, Gianni Vermeersch, era um dos corredores mais ativos, chegando mesmo a atacar sozinho a 50 km do final, também ele sem sucesso nessa fase. A corrida estava lançada entre as nuvens de pó que iam sendo levantadas à passagem dos ciclistas.

A 30 km da meta, aquilo que restava do pelotão, cerca de vinte ciclistas, seguia na frente da corrida. Nesse ponto, outro dos mais inconformados do dia, Carpenter, acelerou nos paralelepípedos de Opstalpolder, no entanto, seria rapidamente alcançado pelo grupo perseguidor.

A 20 km do final, foi a vez de um trio de atacantes se isolar, Vermeersch, Dewulf, e Planckaert, e esta sim seria a movimentação decisiva da jornada. Ninguém do grupo perseguidor foi capaz de alcançar o trio que acabou por decidir ao sprint a vitória na clássica. Gianni Vermeersch aí foi o mais rápido, deixando Stan Dewulf na segunda posição e Baptiste Planckaert na terceira, e garantindo a sua primeira vitória da temporada. A 50 segundos do trio chegou o que restava do pelotão, com o alemão da Alpecin-Fenix, Alexander Krieger, a vencer o sprint pelo quarto lugar, à frente de mais um belga, Jordi Meeus, da SEG Racing Academy.

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