Ballerini vence primeira Omloop disputada ao sprint num pequeno pelotão desde 2009!

O italiano Davide Ballerini (Deceuninck – QuickStep) venceu esta tarde a prova masculina da Omloop Het Nieuwsblad, numa edição bastante distinta das últimas, batendo com um portentoso sprint o britânico Jake Stewart (Groupama – FDJ), e o belga Sep Vanmarcke (Israel Start-Up Nation), com ambos a terminarem com o mesmo tempo do vencedor.

Dia de abertura das clássicas, um dos mais esperados do ano para os grandes fãs destas provas da Primavera! A animação começou logo nos primeiros kms da etapa, com a fuga do dia a formar-se com cinco elementos, sendo eles Yevgeniy Federov (Astana – Premier Tech), Ryan Gibbons (UAE Team Emirates), Kenny De Ketele (Sport Vlaanderen – Baloise), Bert De Backer (B&B Hotels p/b KTM) and Matis Louvel (Arkea -Samsic).

O pelotão foi controlado pelas principais equipas, e deixou o quinteto ganhar cerca de 8min de vantagem com 125km para o final. Porém, com entrada nos setores de pavê, o ritmo foi acelerando e a vantagem reduziu progressivamente.

As quedas foram também acontecendo, com Greg van Avermaet (AG2R Citroen Team), Sep Vanmarcke (Israel Strat-Up Nation) e Frederik Frison (Lotto Soudal) a irem ao chão num primeiro momento. Pouco depois também Sonny Colbrelli (Bahrain Victorious) foi ao chão, e num outro momento Marcus Burghardt (Bora – Hansgrohe), entre outros, com o alemão da Bora a ficar estendido no chão bastante maltratado.

A 67km do final, e já com a vantagem da fuga em cerca de 2min, o alemão Jonas Rutsch (EF Education – Nippo) atacou e tentou perseguir em busca de alcançar o grupo escapado, mas ficou em posição intermédia até ter sido alcançado de novo pelo pelotão, numa altura em que Yves Lampaert (Deceuninck – QuickStep) acelerava o ritmo numa das colinas com paralelepípedos.

Com este aumento de cadência no pelotão, e a subida seguinte quase encadeada nesta, foi o italiano Matteo Trentin (UAE Team Emirates) que deu o primeiro grande esticão, e o grupo acabou por partir com cerca de 10 elementos a isolarem-se, e a progressivamente alcançarem os elementos da fuga. Esse grupo incluía Julian Alaphilippe ou Greg van Avermaet como os nomes mais sonantes, mas também Davide Ballerini ou Sep Vanmarcke.

Com o grupo a ganhar alguma vantagem e a ter alguns dos principais líderes, o pelotão começou a ver unidades a saltarem na perseguição e a chegarem à frente quase sempre aos pares.

Julian Alaphilippe pouco depois de ter efetuado o seu ataque.

Julian Alaphilippe atacou a 31.5km do final em mais uma colina, e conseguiu abrir uma margem de 20s para o grupo que o perseguia, mas quando parecia acertar-se uma vitória do Campeão do Mundo, o já pequeno pelotão começou a aumentar o ritmo, comandado pela Trek – Segafredo e pela Lotto Soudal, e o grupo perseguidor também, já que Zdenek Stybar, que desmontava a perseguição feita grupo intermédio, havia caído e ficado maltratado o suficiente para ter sido absorvido pelo pelotão.

O Muur – Kalpemuur acabou por ser decisivo, e de uma assentada juntou os 3 grupos num só, formando um pequeno pelotão de cerca de 70 unidades, enquanto o italiano Gianni Moscon (Ineos Grenadiers) tentava sair do pelotão e isolar-se, mas sem sucesso, isto com 17km para o final.

Com apenas uma subida pela frente foi a Deceuninck a aparecer e a colocar o ritmo em função do seu sprinter, o italiano Davide Ballerini, com o restante daquele pequeno pelotão a parecer já conformado com o resultado final a ser numa decisão ao sprint. A equipa belga levou o grupo até à meta, e com o nervosismo e curvas apertadas uma queda acabou por acontecer a 2.5km do final, levando ao chão Ethan Hayter (Ineos Grenadiers) e Andrea Pasqualon (Intermarche – Wanty – Gobert), enquanto Alexander Kristoff ficava fora da corrida com um furo a arruinar as suas hipóteses.

O francês Florian Senechal (Deceuninck – QuickStep) assumiu a dianteira para Ballerini, e a vitória do italiano pareceu fácil, com Senechal a deixá-lo no sítio certo para ser só arrancar, e vencer a etapa com bastante avanço para os seus adversários. Na luta pelos restantes lugares do pódio, e depois de um intenso duelo pela colocação, foi Jake Stewart a levar a melhor sobre Sep Vanmarcke, que assim completaram o pódio.

André Carvalho teve a sua primeira participação em clássicas, e com uma excelente prestação em função do seu líder Christophe Laporte (Cofidis) foi 77º a 3:07 do vencedor.

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