Arco-Íris brilha de novo na Fleche Wallone!

O Campeão Mundial Julian Alaphilippe (Deceuninck – Quick Step) venceu a 85ª edição da La Fleche Wallone, a famosíssima clássica belga das Ardenas com final no mítico Mur de Huy, batendo ao sprint o Campeão Esloveno Primoz Roglic (Jumbo – Visma), num final impróprio para cardíacos! O terceiro lugar foi para o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), terminando já a 6s do vencedor.

Charleroi deu o tiro de partida para mais uma edição da Fleche Wallone, com o pelotão a ter de enfrentar 193.6km de corrida, que incluíam diversos muros e 3 passagens pelo Mur de Huy, a última das quais coincidente com a chegada. O dia começou com uma notícia menos positiva, já que a UAE Team Emirates era forçada a não alinhar à partida com Diego Ulissi e um elemento do staff a acusarem positivo por Covid-19, e assim os super favoritos Marc Hirschi e Tadej Pogacar a serem impedidos de disputar a prova por motivos de segurança sanitária.

Os ataques começaram desde cedo, alguns sem sucesso, e a fuga do dia acabou por se constituir por volta do km 20 com Alex Howes (EF Education – Nippo), Sylvain Moniquet (Lotto Soudal), Sander Armee (Qhubeka – Assos), Maurits Lammertin (Intermarche – Wanty – Gobert), Julian Mertens (Sport Vlaanderen – Baloise), Diego Rosa (Arkea – Samsic), Louis Vervaeke (Alpecin – Fenix) e Simone Velasco (Gazprom – Rusvelo).

O grupo de 8 ciclistas escapados conseguiu uma liderança superior a 5min, mas não muito mais do que isso, com o pelotão sempre no controlo das movimentações para os principais candidatos poderem discutir a vitória. Uma ou outra queda foi também acontecendo, ainda que sem gravidade, enquanto a distância para a frente ia caindo com naturalidade.

Na segunda passagem pelo Mur de Huy, a 32km do final, a fuga acabou por partir e a corrida explodir com o pelotão também a reduzir-se significativamente. Simon Geschke (Cofidis), Mauri Vansevenant (Deceuninck – Quick Step) e Tim Wellens (Lotto Soudal) atacaram e contribuíram para o acelerar da corrida, mas não conseguiram ganhar vantagem ao pelotão que prosseguiu a sua busca pela fuga para disputar a corrida na última das 3 subidas do dia a Huy.

A 28km do final, Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) ficou envolvido numa queda, mas sem gravidade, e foi o britânico Tao Geoghegan Hart, seu colega de equipa, que o ajudou a regressar em segurança ao pelotão, o que conseguiram cumprir pouco depois. A 11km do final, na penúltima subida do dia, foram Tim Wellens de novo e Richard Carapaz (Ineos Grenadiers) que estiveram ao ataque, com o pelotão a alcançar assim os restantes escapados e a voltar a reduzir-se ainda mais com vigorosas acelerações.

A Intermarche – Wanty – Gobert aproveitou logo de seguida um momento de maior calmia, e lançou Maurits Lammertink na frente, com o belga a conseguir ainda uns 20s de vantagem, mas sem sucesso, e foi alcançado ainda antes do km final.

A 1.2km do final, com a subida ao Mur de Huy a começar, Mikkel Honore (Deceuninck – Quick Step) e Jan Tratnik (Bahrain Victorious) ainda se adiantaram ao pelotão, mas foi por pouco tempo. Os favoritos seguiram juntos e bem colocados até aos 300m finais, com o grupo cada vez mais pequeno, quando Roglic atacou e abriu um grande espaço. A resposta não demorou a aparecer, com Alaphilippe a responder e Valverde a seguir na sua roda. O veterano espanhol acabou por não conseguir seguir o Campeão Mundial que cavalgou progressivamente até alcançar Roglic nos últimos 75m, e ultrapassá-lo já dentro dos 50m finais para levantar os braços e vencer a Fleche Wallone pela terceira vez na carreira.

A Subida a Huy

Pódio do dia

Classificações

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