A velha bala que não falha!

O espanhol Alejandro Valverde, da Movistar, triunfou na 6ª etapa do Critérium du Dauphiné, ao bater toda a concorrência no sprint em pelotão reduzido que marcou o final da jornada! Na 2ª posição terminou o britânico Tao Geoghegan Hart, da Ineos Grenadiers, enquanto o 3º lugar ficou para Patrick Konrad, da BORA-hansgrohe.

Na CG, Alexey Lutsenko (Astana) é o novo camisola amarela, agora com 8 segundos de avanço sobre o seu companheiro de equipa, Ion Izagirre, e 12 sobre Wilco Kelderman (BORA).

A 6ª tirada do Critérium du Dauphiné apresentava uma ligação de 167.2 km, entre Loriol-sur-Drome e Le Sappey-en-Chartreuse, num dia de média montanha, com duas contagens de 2ª categoria e outras duas de 3ª, estas praticamente seguidas, e com o topo a coincidir com a linha de meta.

A fase inicial da corrida ficou marcada por diversos ataques, mas sem que nenhum se conseguisse estabelecer na frente durante muito tempo.

Apenas ao fim de 40 km, finalmente um grupo de fugitivos conseguiu isolar-se, incluindo: Lawson Craddock (EF Education – Nippo), Olivier Le Gac (Groupama – FDJ), Anthony Perez (Cofidis, Solutions Crédits), Greg Van Avermaet (AG2R Citroën Team), Omer Goldstein (Israel Start-Up Nation), Laurent Pichon (Team Arkéa Samsic), Matthew Holmes (Lotto Soudal), Sven Erik Bystrom (UAE-Team Emirates), Josef Černý (Deceuninck – Quick Step), Julien Bernard (Trek – Segafredo), Barnabás Peák (Team BikeExchange), Martin Salmon (Team DSM), Franck Bonnamour (B&B Hotels p/b KTM), e Jan Bakelants (Intermarché – Wanty – Gobert Matériaux).

Sven Erik Bystrom e o campeão olímpico Greg Van Avermaet a liderarem a fuga da 6ª etapa do Critérium du Dauphiné (Getty Images)

No pelotão era a Astana e a BORA que impunham o ritmo, com a vantagem da fuga a crescer para os 2:30 com 100 km para a meta. A equipa cazaque teria certamente os olhos posto na subida de Alexey Lutsenko à liderança, uma vez que apenas 1 segundo separava o cazaque de Lukas Pöstlberger, e a equipa alemã, mesmo sabendo que seria difícil conservar a camisola amarela do austríaco por mais um dia, tinha em mente a dupla Wilco Kelderman/Patrick Konrad, ambos no top 10 no arranque desta etapa.

A 65 km do final, com a fuga a uns controláveis 3 minutos, a média de corrida era de uns estonteantes 50.3 km/h, prova do elevado ritmo a que se rolou na primeira fase da jornada.

Seguiam-se depois as subidas que iriam decidir o vencedor da etapa e eventuais alterações na CG. A primeira ascensão não teve um impacto de grande monta, servindo apenas para o pelotão perder algumas unidades menos aptas ao terreno inclinado e para a margem entre o grupo principal e a fuga ser encurtada.

Na segunda subida, a mais longa do dia, continuou a razia no pelotão, que ia sendo controlado pela Jumbo-Visma, enquanto lá na frente, com a fuga a ver a sua vantagem a cair abaixo da barreira do 1 minuto, começavam os ataques. Isolava-se Julien Bernard, conseguindo uma pequena margem sobre os seus companheiros de fuga e conseguindo novamente alcançar mais de 1 minuto sobre o pelotão.

Entrava depois ao serviço a Astana, causando nova quebra na margem dos fugitivos, que agora eram apenas Bernard, Holmes, Perez, Bonnamour, Craddock, e Bakelants. Quem ia perdendo o contacto era o camisola amarela, Lukas Pöstlberger, confirmando que este era o seu último dia na liderança da prova.

Na frente, continuavam os ataques, com Craddock bastante inconformado. O norte-americano conseguia chegar isolado ao topo do Col de Porte, mas atrás vinha o pelotão liderado agora pela Movistar, a apenas 30 segundos. Estávamos a menos de 20 km da meta, e faltava apenas a descida do Col de Porte e as duas subidas finais, que no fundo seriam uma só ascensão, com um curto planalto a meio.

A 10 km da meta, Craddock seguia na frente e preparava-se para as subidas finais, sendo que Bernard e Bakelants seguiam ainda intermédios, a 21 segundos, com o pelotão a rodar a 34 segundos de Craddock.

O norte-americano ainda chegou ao planalto na frente, mas no início da última subida do dia acabou por ceder, sendo alcançado pelo primeiro atacante do pelotão: Louis Meintjes (Intermarché)! Ambos seriam alcançados pelo pelotão, seguindo-se depois o ataque de David Gaudu (Groupama-FDJ) e um pouco à frente de Tao Geoghegan Hart (Ineos). Outros corredores iam saindo do grupo e alcançando a frente da corrida, num cenário algo caótico, quando faltavam apenas 2 km para o risco de meta.

O pelotão acabou por reagrupar para a abordagem ao km final, sendo que apenas 20 corredores se mantinham na discussão pela etapa. Assumiu a frente do grupo o “Superman”, Miguel Angel Lopez, preparando a chegada para Alejandro Valverde, com o grupo principal em fila atrás de si.

No sprint final, Geoghegan Hart ainda se lançou primeiro, mas Valverde respondeu com categoria, fechando o espaço para o britânico e ultrapassando-o na altura certa, para levantar os braços ao cruzar a meta! É a segunda vitória do “Bala” esta temporada, depois do triunfo no Gran Premio Miguel Indurain, há cerca de três meses.

O 2º lugar ficou para Geoghegan Hart, sendo que logo atrás fechou a dupla da BORA, formada por Patrick Konrad e Wilco Kelderman.

Na classificação geral, temos um novo líder, com Alexey Lutsenko, da Astana, a subir ao 1º lugar, com 8 segundos de avanço sobre o companheiro de equipa, Ion Izagirre. O 3º posto é ocupado agora por Kelderman, a 12 segundos, e o 4º por Geraint Thomas, a 13.

Amanhã disputa-se a 7ª etapa deste Critérium du Dauphiné, com a primeira jornada de alta montanha da competição. Serão 171.1 km, com partida em Saint-Martin-le-Vinoux e final na subida de categoria especial de La Plagne, um autêntico monstro com 17.1 km a 7.4 % de inclinação média!

Alejandro Valverde, vencedor da 6ª etapa do Critérium du Dauphiné

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