A Sagan o que é de Sagan! Eslovaco vence etapa 10 do Giro d’Itália!

O eslovaco Peter Sagan (Bora – Hansgrohe) conquistou a 10ª etapa do Giro d’Itália, uma ligação de 139km entre L’Aquila e Foligno, batendo ao sprint o colombiano Fernando Gaviria (UAE Team Emirates) e o italiano Davide Cimolai (Israel Start-Up Nation), num final bastante técnico.

A 10ª etapa do Giro d’Italia apresentava uma ligação de apenas 139 km, com partida em L’Aquila e chegada em Foligno, e um perfil que deixava antever a possibilidade de assistirmos a mais um sprint em pelotão compacto nesta edição da prova. As tiradas para os sprinters são escassas até ao final da competição, pelo que as formações dos homens mais rápidos do pelotão teriam de aproveitar bem esta oportunidade.

No início da jornada, formou-se a fuga do dia, de forma bem mais pacífica do que nas últimas etapas, com uma movimentação de um quinteto formado por caras bem conhecidas deste Giro: Simon Pellaud (Androni-Sidermec), Umberto Marengo (Bardiani-CSF-Faizanè), Samuele Rivi (EOLO-Kometa), Kobe Goosens (Lotto Soudal), e ainda o vencedor da etapa 3, Taco Van der Hoorn (Intermarché-Wanty-Gobert).

O grupo de fugitivos conseguiu alcançar uma vantagem de 2 minutos, com 130 km para o final, no entanto, nos km seguintes a diferença baixou ligeiramente, com o pelotão a controlar de forma apertada a margem para a frente, através de equipas como a Jumbo-Visma e a Alpecin-Fenix.

A 110 km da meta, a diferença tinha baixado para 1:40, e era percetível que o grupo principal não queria deixar qualquer margem para surpresas na etapa de hoje. Na frente do pelotão, assistia-se a um curioso cenário, com um ciclista de cada uma das equipas dos principais sprinters a trabalhar na frente, num acordo tácito entre Cofidis, Jumbo, Alpecin, Qhubeka, e UAE-Team Emirates, seguindo-se a formação do líder da corrida, a Ineos de Egan Bernal. Permanecia escondida a BORA-hansgrohe, possivelmente guardando munições para a fase mais ondulada da etapa, onde poderiam optar por endurecer a corrida e tentar eliminar alguma concorrência para Peter Sagan.

A subida a Valico della Somma, uma quarta categoria a 50km da meta, acabaria por fazer as suas diferenças, quebrando com as aspirações do líder da classificação por pontos, Tim Merlier (Alpecin – Fenix) e do holandês Dylan Groenewegen (Jumbo – Visma), que cediam tempo considerável e perdiam as hipóteses de disputar a etapa. O Campeão Europeu, Giacomo Nizzolo (Qhubeka – Assos) cedia também alguns segundos já perto do topo da contagem, graças ao trabalho da Bora – Hansgrohe, e Victor Campenaerts ficava com ele na tentativa de o levar à frente. O duo chegou a estar a 20s do pelotão, mas Nizzolo esgotou as suas forças e preferiu esperar pelo grupeto que seguia atrás de si.

O sprint intermédio a 18km da chegada foi bastante disputado, com Egan Bernal (Ineos Grenadiers) e Remco Evenepoel (Deceuninck – Quick Step) a disputarem segundos de bonificação. O colombiano parecia lançado para abrir espaço para o belga, mas Evenepoel embalou no seu cone de ar e passou à frente do colombiano, ganhando-lhe 1s na classificação geral. João Almeida seria o quarto no sprint, na tentativa de ainda ajudar Evenepoel, mas sem conseguir roubar o segundo de bonificação que Bernal ganhou num sprint ganho por Jhonatan Narvaez (Ineos Grenadiers).

A Bora – Hansgrohe voltou ao comando do pelotão após isso, liderando os ciclistas até ao sprint final, onde esperavam finalmente dar uma vitória ao seu líder, Peter Sagan. Outras equipas foram passando pela frente nos últimos kms, com a DSM, a Movistar e a Bahrain, entre outras a procurarem posicionar-se para proteger os seus líderes de problemas e quedas na fase final da corrida.

As curvas nos 2 últimos kms foram provocando alguma agitação, e a queda de Max Kanter (Team DSM) foi exemplo disso, acabando por provocar um corte no pelotão. Com todas as equipas à espera da Bora para lançar o sprinter, foi um irreverente Juan Sebastian Molano (UAE Team Emirates) que se lançou a 400m da chegada, mas o seu líder Gaviria não seguiria a sua roda, que havia sido apanhada por Peter Sagan. O eslovaco sabia precisamente o momento para lançar o sprint, e com uma aceleração logo após a última curva, a 150m da chegada, não deu hipótese à concorrência, e conquistou a sua primeira etapa nesta edição do Giro, vencendo de novo na etapa 10 da corrida tal como em 2020 havia feito!

João Almeida, Nelson Oliveira e Ruben Guerreiro chegaram integrados no pelotão e permanecem nas mesmas posições da classificação geral.

Egan Bernal permanece na liderança da geral e da juventude, Geoffrey Bouchard (AG2R Citroen Team) continua como líder da montanha e Peter Sagan é o novo líder da classificação por pontos.

Classificações Completas

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