A longa estrada de volta ao topo! Parabéns Fabio!

Um ano e doze dias depois da arrepiante queda na Volta à Polónia que o deixou em coma, Fabio Jakobsen, da Deceuninck Quick-Step, está de volta aos triunfos em grandes voltas, ao levar de vencida a etapa 4 da La Vuelta a España! No sprint final, o holandês bateu Arnaud Démare, da Groupama-FDJ, e Magnus Cort, da EF Nippo, com o português Rui Oliveira a fechar no 15º posto!

A etapa 4 da Vuelta trazia uma jornada de 163.9 km, entre El Burgo de Osma e Molina de Aragón, num dia relativamente plano mas onde o final em ligeira subida podia baralhar um pouco as contas de alguns sprinters.

No início da tirada formou-se a fuga do dia com o ataque de três corredores, dois da Burgos-BH, Carlos Canal e Angel Madrazo, e um da Euskaltel-Euskadi, Joan Bou. A composição deste grupo agradava ao pelotão que assim teria um trabalho de perseguição mais facilitado. Ainda assim, o grupo principal não pretendia dar esperanças ao trio de corajosos, pelo que a margem nunca cresceu em demasia. A 125 km do final, o fosso era de 2:45, tendo crescido um pouco nos quilómetros seguintes, até à casa dos 4 minutos, altura em que o pelotão voltou a aumentar o ritmo e a margem começou a baixar, com as formações da Alpecin-Fenix e da Groupama-FDJ a juntarem-se à formação do líder Rein Taaramäe, a Intermarché-Wanty-Gobert.

A fuga do dia na etapa 4 da Vuelta (BettiniPhoto)

A cerca de 60 km do final, a vantagem situava-se em pouco mais de 1 minuto. Seguiu-se o sprint intermédio do dia, onde Bou bateu os dois homens da Burgos e depois houve luta no pelotão pelos restantes pontos em disputa, com a Deceuninck Quick-Step a optar por lançar Florian Sénéchal ao ataque de modo a roubar pontos aos adversários de Fabio Jakobsen. O francês conseguiu mesmo ser 4º no sprint, à frente de Jasper Philipsen, com Jakobsen a poupar as suas forças para o sprint final.

Nos quilómetros seguintes, houve o habitual ioiô entre pelotão e fuga, com a vantagem a manter-se reltaivamente constante em torno do 1 minuto. A 13 km da meta, os fugitivos foram mesmo recolhidos pelo grupo principal, e o cenário estava montado para uma chegada em pelotão compacto. A abordagem à localidade de Molina de Aragón foi efetuada em estradas largas pelo que muitas equipas aproveitavam para se chegar à frente, tanto as formações dos sprinters como das equipas dos homens da geral. Com todos a querer estar na frente, instalou-se um autêntico caos, dando-se mesmo uma queda e logo do camisola vermelha Rein Taaramäe. No entanto, o estónio conseguiu retomar e finalizar a jornada, aparentemente sem consequências de maior, usufruindo da regra dos 3 km para não ser penalizado em tempo.

Na discussão da etapa, a Alpecin entrou com tudo no quilómetro final, com a Groupama-FDJ logo atrás. No entanto, com Philipsen um pouco mal posicionado, a formação belga optou por lançar um ataque com Baptiste Planckaert, embora sem sucesso.

No sprint, a Groupama lançou Démare, no entanto, de forma muito inteligente, Jakobsen colou na roda do francês, passando-o na altura certa para garantir a sua terceira vitória em grandes voltas, depois dos dois triunfos na Vuelta 2019. Um ano depois da grave queda que por pouco não lhe custou a vida, o holandês voador está de volta aos grandes triunfos, completando uma extraordinária história de força, coragem, e perseverança!

Em relação aos portugueses, tiveram um dia de trabalho em prol das equipas, com Nelson Oliveira a auxiliar os companheiros da Movistar nos km finais, tal como Rui Oliveira, um dos lançadores de Sebastian Molano na UAE-Team Emirates. A formação do Médio Oriente não foi capaz de colocar o colombiano na discussão da etapa, acabando por fechar um 8º posto com Matteo Trentin e um excelente 15º com o português. Nelson Oliveira foi 154º, também ele com o mesmo tempo do vencedor. Na geral, Rui é 107º, a 13:10, enquanto Nelson é 124º, a 14:52.

Em relação às contas da geral, Taaramäe mantém a camisola vermelha, com 25 segundos de vantagem sobre Kenny Elissonde e 30 sobre Primoz Roglic.

Amanhã disputa-se a etapa 5, com 184.4 km, entre Tarancón e Albacete, num dia totalmente plano que irá potenciar mais uma chegada em pelotão compacto.

Fabio Jakobsen vence etapa 4 e ascende à liderança da classificação por pontos

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