Um pastel de belém e uma camisola amarela aguardam o vencedor!

Arranca hoje a 82ª edição da Volta a Portugal, com um contrarrelógio individual em forma de prólogo, que será disputado em Lisboa e mais em concreto na zona de Belém.

O percurso será totalmente plano e praticamente sem curvas, à exceção da inversão de marcha a meio do caminho, num formato clássico de ida-e-volta. Os corredores irão partir da Praça do Jardim do Império, junto ao Mosteiro dos Jerónimos e ao Centro Cultural de Belém, viajando para Este, em direção à Ponte 25 de Abril. Chegados a esse ponto, os ciclistas voltam para trás, fazendo novamente o percurso junto ao Rio Tejo e regressando à casa de partida.

Este será um retorno do prólogo à capital portuguesa, num percurso exatamente igual ao da etapa de abertura da Volta de 2017. Nesse dia, o francês Damien Gaudin bateu Domingos Gonçalves e Alejandro Marque para levar a primeira amarela da prova.

Perfil do prólogo da Volta a Portugal 2021
Percurso do prólogo

Os favoritos

O primeiro dia de prova é sempre uma jornada de muita expetativa e ansiedade para os corredores que prepararam com grande afinco a sua participação na Volta a Portugal. Como é característico nos prólogos, este não será um dia para fazer grandes diferenças, mas será importante entrar na prova com boas pernas e muita concentração, tendo em conta que qualquer erro será extremamente penalizador em tão curta distância.

Com um perfil bem plano e retilíneo, na teoria serão os especialistas do contrarrelógio que conseguirão fazer valer a sua força no final do dia. A extensão muito curta do percurso pode, contudo, baralhar um pouco as contas e trazer nomes menos óbvios para a luta pela etapa.

De qualquer forma, o grande favorito para esta jornada parece ser ainda Rafael Reis, da Efapel, ele que venceu os prólogos de 2018 e 2016, tendo sido 2º no do ano passado. Além disso, nesta temporada foi 3º no contrarrelógio da Volta ao Alentejo e 2º tanto nos nacionais de contrarrelógio como na prova individual da Volta ao Algarve, aí batido apenas por Kasper Asgreen. A última vitória de Rafael Reis foi mesmo o prólogo de 2018, pelo que este será o dia perfeito para quebrar a malapata das últimas épocas.

O lote de candidatos a poder também vestir a amarela no Jardim do Império é extenso e recheado de qualidade, começando desde logo pelo “campeoníssimo” Gustavo Veloso, vencedor da Volta em 2014 e 2015 e já com 12 etapas da Grandíssima no bolso. No ano passado, o veterano espanhol venceu o prólogo e também o contrarrelógio final, tendo fechado no 2º posto da geral individual. Aos 41 anos, Veloso quererá mostrar que tem ainda pernas e coração para lutar por etapas (e quem sabe algo mais), retribuindo a aposta que foi feita pela Atum General/Tavira.

Para este primeiro dia, há também alguma expetativa para ver o que irá fazer o uruguaio Maurico Moreira, da Efapel, ele que venceu o contrarrelógio e a geral individual na Volta ao Alentejo e que tão boa conta deu de si na Vuelta a Castilla y Leon, onde deu “show”, caiu, e conseguiu ainda fechar no 3º lugar.

Ainda não referimos qualquer corredor da W52-Porto, o que poderá ser claramente um erro! A formação azul e branca dá-se bem com os contrarrelógios e irá com toda a certeza colocar um ou mais homens nas posições cimeiras da jornada. No ano passado, foram quatro W52 no top 10 do prólogo e depois seis (!) entre os onze primeiros do contrarrelógio final. Assim, não será de surpreender se virmos entre os melhores Daniel Mestre, Samuel Caldeira, Ricardo Mestre, ou mesmo um dos elementos da tripla-maravilha, João Rodrigues, Joni Brandão, e Amaro Antunes.

Refira-se que a presença de uma formação do World Tour é algo de incontornável nesta edição da Volta, pelo que a formação espanhola da Movistar quererá certamente mostrar alguns argumentos neste primeiro dia, havendo alguma curiosidade em relação às prestações de Abner González, Mathias Norsgaard, e Juri Hollmann.

Entre os restantes candidatos a lutar por um lugar de destaque neste prólogo refiram-se Daniel Freitas (Radio Popular Boavista), Joaquim Silva (Tavfer-Measindot-Mortágua), António Carvalho (Efapel), Vicente García de Mateos (Antarte-Feirense), Gavin Mannion (Rally Cycling), Alejandro Marque (Atum General/Tavira), Diego Lopez (Equipo Kern Pharma), e Roniel Campos (Louletano).

Favoritos Ciclismo Mundial

⭐⭐⭐⭐⭐ Rafael Reis
⭐⭐⭐⭐ Gustavo Veloso e Mauricio Moreira
⭐⭐⭐ Daniel Mestre, Samuel Caldeira, e Ricardo Mestre
⭐⭐ João Rodrigues, Joni Brandão, Amaro Antunes, e Abner González
⭐ Mathias Norsgaard, Juri Hollmann, Daniel Freitas, Joaquim Silva, António Carvalho, Vicente García de Mateos, Gavin Mannion, Ricardo Mestre, Alejandro Marque, Diego Lopez, Roniel Campos

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