Um dia cheio de oportunidades!

Depois de um fim de semana carregado de adrenalina, com duas exibições de classe mundial de João Almeida, e de cumprido o 2º dia de descanso do 103º Giro d’Itália, o pelotão prepara-se para enfrentar a 16ª etapa da prova, naquela que será uma jornada histórica, uma vez que será a etapa nº 2000 da história do Giro! Na liderança continua o português da Deceuninck-Quick Step, que irá envergar a camisola rosa pelo 13º dia consecutivo, com uma vantagem de 15 segundos sobre o holandês Wilco Kelderman (Team Sunweb).

Esta jornada de média montanha contempla uns estonteantes 229 km que, mesmo assim, não constituem a etapa mais longa da prova, uma vez que a 19ª etapa irá apresentar uma extensão de 253 km!

Hoje, os ciclistas partem de Udine com destino a San Daniele del Friuli, passando por 6 contagens de montanha, uma de 2ª categoria seguida por 5 de 3ª categoria. Os últimos 75 km da etapa serão em circuito com 3 ascensões ao Monte di Ragogna (3.0 km a 9.0%). O último topo fica a 13 km do final, o que certamente irá dar ideias para muitos ataques.

Perfil da 16ª etapa da Volta a Itália

Esta é uma tirada que pode trazer espetáculo e emoção, como tem sido o caso em muitos dias deste Giro. Com o aproximar do final, as oportunidades tanto para recuperar tempo perdido na geral como para vencer uma etapa começam a escassear, pelo que muitas equipas vão querer atacar a corrida. Refira-se que nas 15 etapas já disputadas, apenas 6 equipas conseguiram vencer uma jornada: a INEOS venceu 5, a Groupama-FDJ 4, a EF Pro Cycling 2, a UAE-Team Emirates 2, e Israel Start-Up Nation e BORA 1 cada, o que significa que muitas equipas irão lançar homens na frente, o que irá fortalecer a fuga, mas poderá acontecer que algumas equipas falhem as movimentações iniciais e acabem por perseguir.

Um dos cenários possíveis é o da própria Deceuninck-Quick Step poder, a determinada altura, assumir a corrida, na tentativa de ganhar alguns segundos na classificação geral, seja através de um ataque seja com as bonificações no sprint final. Uma vantagem na ordem dos 30 segundos, ou seja, o dobro do que possui agora Almeida sobre Kelderman, pode ser muito importante na grande luta pela rosa que certamente terá lugar na etapa de quarta-feira, onde a subida final apesar de longa não é extremamente dura, tendo a Deceuninck condições para apoiar Almeida no final. Mas uns segundinhos extra davam jeito…

Apesar de tudo, o cenário mais provável para hoje é o de uma fuga poder mais uma vez sair vitoriosa. Se muitas equipas marcarem presença na frente, a força dos fugitivos pode ser demasiada para qualquer equipa poder controlar a corrida. Desta feita, o final da etapa deve ser muito duro para Peter Sagan, pelo que a BORA não irá certamente puxar no pelotão. Aliás, o eslovaco pode ser lançado na fuga, onde aí sim será perigoso.

Existe um nome que não pode ser ignorado para qualquer etapa de média montanha, especialmente na Volta a Itália, onde este ano já triunfou por duas ocasiões aumentando para 8 tiradas o seu pecúlio na prova: Diego Ulissi (UAE-Team Emirates). A versatilidade e rapidez do italiano, que João Almeida comprovou bem de perto no final da etapa 13, fazem de Ulissi um claro favorito se conseguir integrar a fuga, mas também no cenário de existirem ataques ou mesmo um sprint reduzido no final.

De facto, a fuga parece ter boas hipóteses de triunfar, existindo diversos candidatos a marcar presença na frente: Sergio Samitier, Thomas de Gendt, Tanel Kangert, Victor de la Parte, Ilnur Zakarin, Aurelien Paret-Peintre, Attila Walter, Stephane Rossetto, Larry Warbasse, Mark Padun, Rohan Dennis, Giovanni Visconti, e claro Ruben Guerreiro, que poderá ter esta etapa debaixo de olho, tanto para atacar os pontos da montanha como para tentar a 2ª vitória em etapa. Se Guerreiro e Visconti estiverem na fuga será certamente um dia animado na luta pela camisola azul, sendo que nesta altura Visconti lidera com 118 pontos, contra os 87 do Iceman de Pegões!

Refiram-se alguns nomes que podem vencer nos dois cenários, de fuga ou de sprint reduzido, caso estejam ainda inseridos no pelotão perto do final: Andrea Vendrame, Ben Swift, ou mesmo Peter Sagan.

No caso de a corrida ser de facto endurecida, tanto pela Deceuninck como por outra equipa, João Almeida será um claro favorito para um sprint, assim como Tao Geoghegan Hart, Wilco Kelderman, Patrick Konrad, ou Pello Bilbao.

Favoritos Ciclismo Mundial

⭐⭐⭐⭐⭐ Diego Ulissi
⭐⭐⭐⭐ Sergio Samitier e Thomas de Gendt
⭐⭐⭐ Tanel Kangert, Victor de la Parte e Ilnur Zakarin
⭐⭐ João Almeida, Tao Geoghegan Hart, Wilco Kelderman e Patrick Konrad
⭐ Aurelien Paret-Peintre, Ruben Guerreiro, Andrea Vendrame, Ben Swift, e Peter Sagan

Podes acompanhar a etapa em direto na Eurosport!

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