Teremos uma fuga a dar certo? Venha daí o dia mais plano do País Vasco!

Uma 4ª etapa dramática na Volta ao País Vasco foi tão difícil de controlar como se esperava, e levou a que os dois principais favoritos perdessem tempo, e Brandon McNulty roubasse a camisola de líder. Isto significa que as cartas são reordenadas antes da etapa de sábado, a etapa rainha, mas antes disso haverá uma oportunidade de respirar um pouco esta sexta-feira, num dia que oferece a única oportunidade para os poucos sprinters, mas onde as equipas vão ter de trabalhar se não quiserem ser enganadas por fugas.

Perfil

Perfil da quinta etapa da Itzulia Basque Country

As corridas no País Vasco e na Catalunya são conhecidas como as corridas de uma semana mais rápidas do WorldTour, apesar da dureza do traçado de ambas, mas têm normalmente pelo menos uma opção para os sprinters. Ainda assim, os organizadores conceberam também um percurso ainda montanhoso, com 2200m de desnível positivo de altitude, mas com um final fácil que prepara o terreno para um sprint. No País Basco, porém, nada é certo ainda para mais quando há uma ausência de equipas e homens rápidos que queiram controlar a etapa do inicio ao fim, podendo facilmente levar a que uma vitória em fuga suceda.

Com uma distância de 160.2km a etapa representa uma jornada curta, conduzindo o pelotão desde Hondarribia até Ondarroa. Estas são duas cidades costeiras de ambos os lados de San Sebastian, pelo que a maior parte do percurso é um passeio junto ao mar. Depois de metade do caminho feito, há uma zona de três montanhas de terceira categoria para ultrapassar. Mendexa é a primeira, com apenas 1.7km a 7.7% e rampas máximas de 17%. 20km depois surge Gontzagaraigana, com 2.6km a 6.5% e um máximo 10%, e por fim Urkaregi com 5km a uma pendente média de 4.8% e um máximo de 8%. Terminando esta subida, restarão ao pelotão 28.7km para concluir a etapa. Desde aí, começa uma descida técnica até ao km 140, onde a estrada fica completamente plana. Nos últimos 8km aparecem algumas pequenas rampas que podem ser decisivas, e levar a que mexidas no pelotão aconteçam em busca da vitória de etapa. Na possibilidade de uma própria fuga chegar, também a decisão pode acontecer nesta zona.

Favoritos

O problema com as etapas “planas” no País Basco é que elas não são planas e podem, portanto, ser difíceis de controlar. Não é preciso olhar muito longe na história recente da corrida para ver como corredores como Maximilian Schachmann, David de la Cruz, Primoz Roglic, Luis Leon Sanchez e Steve Cummings enganaram os mais rápidos nos dias em que estes sonhavam ter a oportunidade. É por isso que não há garantia de um sprint, mesmo nesta 5ª etapa, que é a grande oportunidade dos sprinters na edição deste ano da corrida montanhosa. No País Vasco e na Catalunha, é frequente ver dois cenários possíveis. Ou as equipas estão tão inseguras quanto ao seu próprio homem rápido, que não é um puro sprinter, que não se atrevem a ir na frente, e, nesse caso, uma fuga tem sempre uma grande hipótese de se manter na frente, ou então todas as equipas que têm um corredor rápido lançam-se na perseguição porque vencer no World Tour é sempre bom.

A questão é saber se desta vez temos a grande aliança para tal. Em qualquer caso, não pode haver grandes dúvidas de que o início pode ser selvagem e violento com um mar de ataques. Os sprinters serão ajudados pelo facto da primeira parte da etapa ser completamente plana, e há um grupo de equipas que devem entrar em ação com a clara ambição de que a jornada deva terminar ao sprint.

Assim sendo, Daryl Impey, Magnus Cort e Jon Aberasturi serão os principais favoritos para o dia de hoje. O sul-africano não é certamente um sprinter clássico, mas nestas corridas espanholas tem a velocidade certa para poder triunfar. No passado já venceu duas etapas na corrida, e também na Catalunha levantou os braços numa ocasião. Já o dinamarquês é o mais rápido do pelotão, talvez ao lado de Aberasturi, mas aguenta muito melhor as acelerações e as colinas. Por outro lado, o basco, ao contrário de Cort, é uma águia na luta de posições e muito raramente falha a presença no top10.

Quinten Hermans pode ser outra peça interessante. Tem impressionado muito em dias semiplanos, e poderá ter a ajuda de companheiros de equipa para vencer. Outro finalizador muito forte é Dion Smith! O neozelandês foi impressionantemente forte nas subidas na Catalunha, e também mostrou a sua velocidade quando venceu o sprint de grupo na etapa 1, onde Andreas Kron venceu a partir da fuga. Mikkel Honoré não é certamente um sprinter, bem pelo contrário, mas neste campo deve ser capaz de se sair bem. Numa equipa com muita gente rápida, raramente tem a oportunidade de mostrar a sua velocidade, mas estava praticamente ao nível de Impey. quando os dois correram para o 2º lugar na La Drome Classic no início deste ano. E por falar nos dinamarqueses… nunca é demais mencionar Alexander Kamp, que está finalmente de volta ao bom caminho e impressionou recentemente tanto na Bredene Koksijde como na Catalunha. Ben Swift poderá também ter alguma liberdade por parte da Ineos para hoje vencer a etapa, e porque não pensar numa 2ª etapa para Alex Aranburu? Por úlitmo será Ide Schelling capaz de aguentar?

Entre os homens da geral, Alejandro Valverde, Maximilian Schachmann e Primoz Roglic podem tentar algo e até intrometerem-se no sprint em busca de segundos de bonificação.

Favoritos Ciclismo Mundial

⭐⭐⭐⭐⭐ Magnus Cort
⭐⭐⭐⭐ Jon Aberasturi e Daryl Impey
⭐⭐⭐Quinten Hermans, Dion Smith, Mikkel Honoré e Alexander Kamp
⭐⭐ Ben Swift, Alex Aranburu, Ide Schelling e Mikel Aristi
⭐  Stefano Oldani, Maximilian Schachmann, Julien Simon, Anthony Perez, Benoit Cosnefroy, Patrick Bevin, Simon Clarke, Sean Bennett, Alejandro Valverde, Jesus Ezquerra e Thomas de Gendt

Transmissão e Horas de Partida

A Eurosport1 terá transmissão a partir das 14h30. Acompanha o nosso live no Twitter.

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