Terão os sprinters oportunidade de caçar a etapa ou será o vento protagonista?

O dinamarquês Jonas Vingegaard (Jumbo – Visma) brilhou na etapa 5 do UAE Tour com uma vitória surpreendente, mas distinta, na última tirada de montanha, onde o esloveno Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), tal como esperado, manteve intacta a sua liderança. Porém, Pogacar poderá hoje ser ameaçado, na etapa em redor do Dubai, onde fortes ventos cruzados podem significar que não obteremos a típica etapa de sprint.

Etapa

Perfil da Etapa 6

Dubai é o cenário para o primeiro dos dois dias planos finais, quando pela primeira vez nesta corrida uma etapa irá terminar na espetacular Palm Island, onde o vento sopra forte.

Um total de 165.0 km para percorrer desde o centro de Dubai até à linha de chegada em Palm Jumeirah, localizada um pouco mais abaixo na costa, no coração da cidade dos milhões. Como sempre, é uma viagem ao redor da cidade completamente plana, mas entre a partida e a chegada há um pequeno passeio pelo deserto.

O primeiro sprint chega em Springs Village após 67.1km. Pouco depois, o pelotão entra numa verdadeira estrada deserta que leva a sudeste e ao sul do país pelo próprio deserto, até a ciclovia de Al Gudra, localizada no meio de uma terra de ninguém. Já perto do final, há uma curva em 180º que irá exigir aos candidatos estarem bem colocados, ao longo da mesma estrada até os arredores de Dubai. Já na própria ilha, os últimos 3km são numa estrada larga com algumas rotundas ao longo do caminho, a última das quais a 800m da meta.

Em 2014, a Giant – Shimano venceu a batalha com Marcel Kittel sobre Peter Sagan e Taylor Phinney neste mesmo local no Dubai Tour. Em 2015, Elia Viviani aproveitou uma saída perfeita e venceu Mark Cavendish, com o italiano a fazer a dobradinha em 2016, no famoso acidente antes do túnel que colocou Kittel fora do jogo. No entanto, o alemão vingou em 2017, quando abriu a corrida ao derrotar Dylan Groenewegen e Mark Cavendish. Já em 2018, Groenewegen foi o mais rápido na sua última visita ao Dubai Tour onde venceu na frente de Magnus Cort e Viviani.

O drama provavelmente poderá voltar a acontecer, já que há duas alturas da corrida – ao km85 e novamente por volta dos 40km para o fim em que o vento deverá surgir, e a Deceuninck – QuickStep e a Ineos Grenadiers vão pelo menos tentar partir o pelotão como já o têm feito. Será aliás uma surpresa não haver um mini corte que seja numa das zonas do deserto. Claro que o esforço do corte será duro, mas nada que uma equipa como a Deceuninck aguente. Há duas possibilidades para a equipa belga – cortes pela geral e cortes pela etapa (sprinters espalhados) ou até mesmo um misto dos dois. O final também é algo perigoso e podem ocorrer ventos muito fortes. Depois da montanha, de um dia duro, e de poucos kms nas pernas, todos estes fatores vão ter peso. Em caso de não haver cortes entre o pelotão, serão expectáveis ataques nos últimos quilómetros.

Favoritos

Mesmo com todas estas condicionantes, Sam Bennett é o maior favorito à vitória. Em caso de cortes, o irlandês não se deverá deixar apanhar como na etapa 1, e caso seja num sprint massivo, o irlandês está uns furos acima da concorrência.

David Dekker é novamente sério candidato a lutar pela vitória, mas a Jumbo – Visma terá que o ajudar e muito. Em caso de cortes é possível que fique sozinho para lutar pela etapa, condicionando-o, e num sprint massivo terá que escolher muito bem a sua roda.

O vento cruzado também traz Giacomo Nizzolo para o jogo. O italiano costuma ser excelente em ventos laterais, como já mostrou no Paris – Nice e no GP Le Samyn no ano passado. Tem também uma equipe forte, onde Max Walscheid já provou ser um lançador de classe quando o vento sopra.

A presença de ventos é uma má noticia para Caleb Ewan. O pequenino é muito mau no que toca a proteger-se do vento, e há indícios que a equipa não terá capacidade para o colocar no sítio certo em caso de cortes. Ewan será candidato apenas e só se o sprint for com todos os corredores e as previsões de vento à chegada não se concretizem. Pascal Ackermann tem obrigações, mas na quarta etapa falhou. Não tem consigo o melhor bloco, mas tem colegas suficientes para o lançarem na disputa da etapa. Fernando Gaviria poderá ter sorte no dia de hoje, porque apesar de ter sido péssimo em sprints compactos nos últimos dias, poderá ter mais hipóteses em grupos mais restritos – excepto se for seguir ataques com fez na etapa 1.

Elia Viviani está a recomeçar depois de uma época para esquecer e de uma intervenção cirúrgica grave. Ainda assim tem dado bons sinais e mesmo não vencendo hoje fará um bom lugar. Por último Phil Bauhaus, o alemão gosta destas etapas e foi 7º na vitória de Bennett na etapa 4.

Para eventuais ataques de última hora já perto da reta da meta atenção a Filippo Ganna e a Thomas de Gendt. Homens que aguentam fortes velocidades a solo e podem ser jokers fundamentais. Mattia Cattaneo é um nome a refletir. Atacou na etapa 1 e poderá voltar a fazê-lo.

Favoritos Ciclismo Mundial:

⭐⭐⭐⭐⭐ Sam Bennett
⭐⭐⭐⭐ David Dekker, Giacomo Nizzolo
⭐⭐⭐ Pascal Ackermann, Caleb Ewan, Fernando Gaviria
⭐⭐ Phil Bauhaus, Matteo Moschetti, Elia Viviani, Filippo Ganna, Thomas de Gendt, Mattia Cattaneo
⭐ Luka Mezgec, Cees Bol, Stefan Bissegger, Riccardo Minali, Andrea Vendrame, Alberto Dainese, Riccardo Minali, Andrea Vendrame, Alberto Dainese

Transmissão e Horas de Partida

Poderá acompanhar a prova em direto na Eurosport 1 a partir das 10h45 ou então no nosso website no link abaixo!

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