Será Sagan o tiro certo da Roleta Russa Catalã?

Após a edição de 2020 ter sido cancelada devido à Covid-19, a Volta a Catalunya está de regresso e em grande forma. Um percurso rico em montanha, com uma fortíssima startlist. Com quase 3000 metros de desnível positivo a etapa pode resultar em quase todos os cenários – sprint em pelotão, um sprint em grupo reduzido de favoritos ou numa fuga.

Perfil

Perfil da primeira etapa da Volta a Catalunya

Este ano a Volta a Catalunya é aberta com uma etapa clássica em Calella, como tem sido habitual já nas últimas 9 edições. Com partida e chegada em Calella, a etapa terá os seus primeiros 30km em falso plano, permitindo que alguns corredores possam tentar atacar a etapa desde cedo. Há três contagens de montanha categorizada, o Port de Les Guilleries, de segunda categoria, com 4km a 4%, o Port de Santa Fe del Monteseny, de primeira categoria, com 12km a 4%, e por fim, já bem dentro dos últimos 20km, o Port de Collsacreu, de terceira categoria, com 1.4 km a 5.6%.

Nos últimos anos as vitórias vieram de diferentes tipos de chegada. Em 2012, Michael Albasini atacou e venceu isolado e acabou a vencer a prova, 7 dias depois. Em 2013, os homens da geral fizeram as honras para disputar a vitória, com Gianni Meersman a vencer. Em 2014, Luka Mezgec bateu ao sprint a concorrência, mas, em 2015, um trio de corredores fugitivos enganou o pelotão e os sprinters, e Maciej Paterski venceu. Nacer Bouhanni, Davide Cimolai e Álvaro José Hodeg, de 2016 a 2018 saíram vitoriosos ao sprint, e em 2019 o grande Thomas de Gendt estragou os planos dos sprinters.

Favoritos

A maioria das equipas vem preparada para lutar pela geral e pelas montanhas que a zona catalã tem para oferecer, sendo um número muito reduzido de corredores ditos de sprinters nesta prova (exceção feita para Sagan, Meuus, Venturini, Impey e Lobato). Tendo isso em conta, a Bora poderá ser a equipa que mais interesse terá em controlar a etapa, já que mais ninguém quererá meter os seus homens a trabalhar para uma etapa que terá uma chegada estranha ou com várias alternativas. Poderá haver equipas como a Ineos, Jumbo ou mesmo Movistar com interesse de dificultar a corrida na última ascensão para limitar o número de corredores na luta logo na etapa de hoje.

Peter Sagan, com as suas caraterísticas, poderá aguentar a etapa de hoje, mesmo que acelerada e dificultada nos últimos quilómetros. Daryl impey é outro corredor que tem tido bastantes bons resultados nesta Catalunha, vencendo uma etapa em 2017.

O dia é também uma grande oportunidade para Clement Venturini. A forma dele para estar fabulosa e a sua ponta final está muito boa. O posicionamento dele está a ficar no ponto, e uma etapa como hoje poderá ser um dia para brilhar.

A Qhukeka pode ter Van Rensburg, que nem é um sprinter nem é um homem de clássicas, mas que pode bater-se bem neste terreno. O sul africano tem tido um trabalho muito consistente e convincente para Max Walscheid e quem sabe se esta não é a sua oportunidade. Juan Sebastián Molano e Juan Jose Lobato poderiam ser boas apostas, mas o espanhol não tem uma equipa forte para comandar o pelotão e o colombiano, apesar de ter uma equipa forte, traz Rui Costa e Marc Hirschi que poderão também ter carta branca para ataques no dia de hoje. Ponto negativo para Molano é que tem estado com um rendimento muito abaixo do esperado.

O que esperar de Dion Smith e Matej Mohoric? Ambos otimos puncherus que possuem boas pontas finais, que podem hoje vencer quer ao sprint quer ter a inteligências de atacar numa altura certa. Serão sem duvida duas belas peças chave para as suas equipa, BikeExchange e Bahrain Victorious.

Atenção aos corredores que conseguem atacar e manter uma cadência alta até ao fim, como Thomas de Gendt e Remi Cavagna, Rui Costa e Marc Hirschi. Curioso para ver como chega aqui o homem da “casa”, Alejandro Valverde, que já venceu por 3 vezes a geral e conquistou 9 etapas.

Homens da geral poderão querer ganhar tempo hoje, como será o caso de João Almeida que poderá partir para as etapas 3 e 4 com folga suficiente para lutar pela vitória em Barcelona.

Favoritos Ciclismo Mundial

⭐⭐⭐⭐⭐ Peter Sagan
⭐⭐⭐⭐ Clement Venturini e Daryl Impey
⭐⭐⭐ Juan Sebastian Molano, Juan Jose Lobato e Reinardt van Rensburg
⭐⭐ Dion Smith, Matej Mohoric, Alexander Kamp, Colin Joyce, Max Kanter e Jordi Meeus
⭐Thomas de Gendt, Remi Cavagna, Rui Costa, Marc Hirschi, Alejandro Valverde, Luis Leon Sanchez, Andreas Kron, Tony Gallopin, Jan Bakelants, Tomasz Marczynski, Sean Bennett, Laurent Pichon, Sergeu Chernetskii, Gotzon Martin e Omer Goldstein

Presença Portuguesa

Em prova estarão três portugueses: (21) João Almeida, (31) Rui Costa, (101) Ruben Guerreiro.

Transmissão e Horas de Partida

A Eurosport1 terá transmissão a partir das 14h15.

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