Será desta, Sagan?

Depois de Arnaud Démare garantir a sua terceira vitória no Giro d’Itália, a prova prossegue com uma etapa que alicia certamente os sprinters mas em que alguns oportunistas poderão querer frustrar as equipas dos homens rápidos.

A oitava etapa da 103ª edição da Volta a Itália disputa-se numa ligação de 200 km, entre Giovinazzo e Vieste. A tirada apresenta-se plana na primeira metade, com a primeira dificuldade a surgir apenas ao fim de 90 km, com uma contagem de montanha de segunda categoria, o Monte Sant’Angelo (9.4 km a 6.2%). Os ciclistas depois descem, seguindo-se 75 km de algum sobe e desce, embora a única subida categorizada seja uma quarta categoria a mais de 40 km do final. Os 15 km finais são feitos num circuito que, apesar de maioritariamente plano, apresenta duas subidas curtas e duras (1 km a 9.1%), embora com a última das quais ainda 10 km antes da meta.

Perfil da oitava etapa da Volta a Itália

Num terreno rugoso como o desta etapa, o cenário de uma fuga ou de um ataque bem executado perto do final poderem resultar é perfeitamente plausível, contudo, olhando à força das equipas com interesse no sprint, em especial a BORA, de Peter Sagan, a chegada massiva tem de ser apontada como a hipótese mais provável. Desde o início do Giro que o eslovaco tem sido apontado com grande favorito a vencer pelo menos uma etapa e a levar a camisola dos pontos, contudo, um homem tem vindo a colocar ambos os objetivos em cheque, o campeão francês, Arnaud Démare.

A oitava etapa do Giro representa mais uma oportunidade para Sagan e para os outros velocistas que não têm tido hipótese contra Démare de poderem tornar a corrida difícil para o francês, seja nas subidas ao longo do percurso, seja na preparação do sprint final.

Neste momento, Sagan parece ser o único com capacidade para se bater com Démare e, perante o percurso em causa, tem de ser ele o principal favorito a triunfar em Vieste.

Depois da exibição de superioridade de Démare em três ocasiões neste Giro, o francês não pode ser menosprezado em qualquer chegada em grupo, pelo que o favoritismo da etapa tem de estar nos 50-50 dada a forma do portador da malha ciclamino (161 pontos contra 106 de Sagan).

Tal como a BORA, a Sunweb também poderá querer tornar a corrida difícil para os sprinters mais pesados e o final mais caótico. Michael ‘Bling’ Matthews já mostrou que não está muito longe dos dois melhores sprinters do Giro e num dia duro pode claramente superiorizar-se a qualquer adversário.

Numa segunda linha de favoritos, refiram-se nomes como Davide Ballerini (Deceuninck-Quick Step), Andrea Vendrame (AG2R La Mondiale), Ben Swift (INEOS Grenadiers), Fabio Felline (Astana), Enrico Battaglin (Bahrain-McLaren), Davide Cimolai (Israel Start-Up Nation), ou mesmo Giovanni Visconti (Vini Zabu), Diego Ulissi (UAE-Team Emirates), ou Jhonatan Narváez (INEOS Grenadiers).

Este é um dia em que uma fuga ou um ataque certeiro podem resultar, pelo que homens como Thomas de Gendt, Filippo Ganna, ou o próprio Ruben Guerreiro têm que ser mencionados como candidatos à vitória.

Em termos de classificação geral, este deverá ser um dia sem grandes movimentações e que se espera tranquilo para o líder, João Almeida (Deceuninck-Quick Step), que leva 43 segundos de vantagem sobre Pello Bilbao (Bahrain-McLaren) e 48 sobre Wilco Kelderman (Team Sunweb).

Favoritos Ciclismo Mundial

⭐⭐⭐⭐⭐ Peter Sagan
⭐⭐⭐⭐ Arnaud Démare e Michael Matthews
⭐⭐⭐ Davide Ballerini, Andrea Vendrame e Ben Swift
⭐⭐ Fabio Felline, Enrico Battaglin, Davide Cimolai e Diego Ulissi
⭐ Giovanni Visconti, Jhonatan Narváez, Thomas de Gendt, Filippo Ganna e Ruben Guerreiro

Podes acompanhar a etapa em direto na Eurosport 2!

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