Quem leva o Tour du Var? Aceitam-se apostas!

Disputa-se hoje a 3ª e última jornada do Tour du Var, numa tirada imprevisível e decisiva para o desfecho da prova, que promete muito espetáculo! Serão apenas 136 km, com partida e chegada em Blausasc, mas com bastante dureza pelo caminho. Os ciclistas enfrentam 3 contagens de 1ª categoria, duas delas ainda na primeira metade da jornada: o Col Saint-Roch (5.8 km a 7,2%) e o Col de Braus (10 km a 6,3%), seguindo-se a última, colocada a 30 km da meta, e que poderá ser o ponto fulcral da decisão da prova, o Col de la Madone de Gorbio (11.2 km a 6,9%). Segue-se uma longa descida até à meta, interrompida apenas pelo Col de Nice, uma curta ascensão não categorizada, 5 km antes da meta. A edição de 2021 do Tour du Var pode vir a ser decidida no sprint final, em Blausasc!

Perfil da 3ª e última etapa do Tour du Var

Na classificação geral, o líder é Michael Woods (Israel Start-Up Nation), após a vitória de ontem no Mur de Fayence, seguindo com 1 segundo de vantagem sobre Bauke Mollema (Trek-Segafredo), 7 sobre David Gaudu (Groupama-FDJ), 10 sobre Rudy Molard (Groupama-FDJ), 11 sobre Ben O’Connor (AG2R Citröen), e depois 13 segundos sobre um grupo de 13 corredores de muita qualidade.

Apesar das curtas diferenças, as equipas dos ciclistas mais bem classificados têm demonstrado ser as mais fortes, pelo que deverão controlar a corrida, deixando a decisão para o final do Col de la Madone ou até mesmo para a descida para a meta. O perfil da corrida, de resto, desencoraja a quem queria atacar de longe.

Assim, o cenário mais provável será o de uma corrida seletiva durante grande parte da jornada, o que irá reduzir significativamente o pelotão antes da abordagem à última 1ª categoria. Aí, existirão ataques, sem qualquer dúvida, com a Israel e muito possivelmente a Trek a tentarem manter o grupo junto até ao fim da subida e durante a descida.

No caso da Israel, o objetivo é claro, manter Woods junto da concorrência, incluindo no sprint final, onde não há bonificações, pelo que o segundo de vantagem do canadiano seria suficiente para garantir a vitória.

Já a Trek pode tentar atacar o Col de la Madone, mas poderá também atacar na descida ou mesmo nos km finais, podendo jogar com o facto de terem Mollema a 1 segundo mas também Giulio Ciccone e Gianluca Brambilla, ambos a 13 segundos. Cenário semelhante enfrenta a Groupama, que tem Gaudu a 7 segundos, Molard a 10, e ainda Valentin Madouas e Thibaut Pinot a 13. Os ataques da equipa francesa deverão, muito provavelmente, surgir logo na 1ª categoria, podendo fazê-lo à vez o que tornará difícil a tarefa a quem queria manter o grupo unido.

Depois temos também a Ineos, que já mostrou ter possivelmente o bloco mais forte, mas sem uma liderança forte e óbvia que remate o trabalho da equipa. O melhor classificado da formação britânica é Pavel Sivakov, a 13 segundos de Woods, e deverá ser o elemento mais protegido.

Será sem dúvida, uma bela jornada de ciclismo, muito imprevisível, e em que uma miríade de situações pode suceder. A performance das equipas mais fortes deste Tour du Var nas duas primeiras etapas fazem crer que um reduzido grupo de favoritos possa agrupar-se na descida para a meta, e que possam discutir a etapa e a geral através de ataques mais ou menos coordenados, consoante o número de ciclistas que cada equipa possa ter.

A vitória na etapa poderá muito bem vir de um ciclista que ataque de forma a obrigar as outras equipas a movimentarem-se. Nesse perfil encaixa o italiano Giulio Ciccone, inserido numa Trek que está forte e que tentará tudo para que Mollema roube um precioso segundo a Woods. A formação norte-americana poderá optar por lançar Ciccone, ou mesmo Gianluca Brambilla, nos km finais, para tentarem que Woods responda. Se a jornada for exigente como se espera, no final o canadiano pode já não ter capacidade para responder, pelo que um ataque certeiro de Ciccone pode garantir a etapa e até, quem sabe, permitir ao italiano também ele atacar a vitória na geral. Diga-se que se estiver num grupo (que pode até nem ser assim tão) reduzido, Ciccone tem velocidade para se poder impor ao sprint, como tão bem o demonstrou na 2ª etapa do Tour de la Provence, onde por pouco roubava a vitória a Davide Ballerini!

Seja através de um ataque de mais ou menos longe, seja através de um sprint bem medido, o lote de candidatos a poder levar esta etapa é muito alargado, sendo que entre os melhores da etapa deverão estar: David Gaudu, Ben O’Connor, Pavel Sivakov, Jakob Fuglsang, Bauke Mollema, Jhonatan Narvaez, Nairo Quintana, Jesus Herrada, Thibaut Pinot, Harold Tejada, Clement Champoussin, Tao Geoghegan Hart, Valentin Madouas, Rudy Molard, Alexis Vuillermoz, e claro o campeão português Rui Costa, que apesar de não aparentar ainda a melhor das formas, tem hoje um dia à sua imagem. Se se conseguir aguentar junto dos melhores, o ex-campeão do mundo será um forte candidato a levar a etapa. Além disso, favorece-o ainda o facto de ter liberdade para atacar, encontrando-se na 59ª posição, a 5:59 da amarela.

Também entre os melhores deverá estar o líder Michael Woods, embora tendo de se defender durante boa parte da jornada, é difícil de o imaginar a conseguir ainda rematar com a vitória na etapa, num final que não o favorece.

Favoritos Ciclismo Mundial:

⭐⭐⭐⭐⭐ Giulio Ciccone
⭐⭐⭐⭐ David Gaudu, Ben O’Connor
⭐⭐⭐ Pavel Sivakov, Jakob Fuglsang, e Bauke Mollema
⭐⭐ Jhonatan Narvaez, Nairo Quintana, Jesus Herrada, e Thibaut Pinot
⭐ Gianluca Brambilla, Harold Tejada, Clement Champoussin, Tao Geoghegan Hart, Valentin Madouas, Rudy Molard, Alexis Vuillermoz, Rui Costa, Michael Woods

Podes acompanhar a etapa em direto na Eurosport 2, a partir das 13h30!

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