Quem atacará a primeira chegada em alto? Serás tu Roglic?

O suíço Stefan Bissegger (EF Education – Nippo) venceu pela primeira vez um contrarrelógio no World Tour e de uma forma incrível. Com a vitória, Bissegger é o novo líder da classificação geral do Paris – Nice, no entanto, será algo certamente curto, porque já hoje espera-se uma etapa de montanha, que dará aos trepadores uma oportunidade de brilharem, e quem sabe alguns deles recuperarem algum do tempo que perderam no contrarrelógio.

Etapa

Perfil da Etapa 4
Perfil da Subida Final da Etapa 4

A etapa de hoje apresenta um total de 187.6km para percorrer entre Chalon-sur-Saône e Chiroubles, sendo uma etapa clássica de Paris-Nice, onde se viaja em direção ao sol, com sentido para o sul de França durante quase toda a etapa. A cidade inicial fica numa parte ainda plana de França, mas 25km depois já começa a sentir-se o terreno montanhoso com a 1ª montanha do dia, uma segunda categoria no Col des Chèvres, com 2.3km a 7.6% de pendente média. A partir daí o dia fica ainda mais difícil e será efetivamente em constante sobe e desce.

Nos arredores da cidade de Cluny, após a passagem pela segunda categoria do Col de la Pistole, com 3.1km a 6.6%, inicia a subida para a segunda categoria do Cote de la Croix de Montmain, com 3.6km a 5.4%, e depois em Macon teremos mais uma segunda categoria, o Cote de la roche de Solutré, com 4.1km a 5.5%, que é uma subida perfeitamente suave com o topo ao km 84.7km. Depois entrar-se-á num circuito fechado, que fará o pelotão passar duas vezes pela mesma subida, a segunda categoria do Mont Brouilly, com 3km a 7.7% de pendente média, com rampas que vão aumentando de dificuldade progressivamente. No final do circuito, dá-se inicio à subida final a Chiroubles, com 7.3km de extensão e pendente média de 6%, mas com o km 2 e o km 4 bem marcados acima dos 10% de pendente.

A etapa oferece um total de 3.540 metros de desnível positivo de altitude.

Favoritos

A etapa não deve subestimada por não terminar numa super subida, e terá o seu valor e impacto na classificação geral final, já que podem ser cedidos tempos importantes para os líderes. A Jumbo – Visma dificilmente fará desta etapa uma etapa explosiva, já que Roglic tem a faca e queijo na mão, sendo o melhor posicionado dos principais candidatos na Geral. A Ineos Grenadiers e a Astana – Premier Tech terão de pegar na corrida se quiserem fazer diferenças acentuadas, ainda que seja bastante difícil de fazer Roglic descolar.

É por isso que Primoz Roglic é o principal favorito à etapa! Ontem, ele não teve um contrarrelógio tão convincente como era esperado, mas poderá ter sido apenas ultrapassado por corredores mais bem preparados e com mais dias de prova nesta temporada. A dúvida sobre o papel da Jumbo é se terá uma posição defensiva ou ofensiva.

O seu direito adversário será Maximilian Schachmann. O alemão venceu o Paris – Nice em 2020 e quererá fazer a dobradinha depois de um final de 2020 menos bem conseguido. A trepar não é tão bom como Roglic, mas numa subida com as características desta poderá muito bem aparecer na segunda fase da mesma e se o duelo for ao sprint pela vitória é um homem para se bater taco a taco com Roglic.

David Gaudu está finalmente a ter a liberdade que merece ter, mas também está a correr quase sozinho, apenas com Bruno Armirail para o ajudar na montanha. Sair da sombra de Thibaut Pinot vai permitir ao jovem francês ganhar o seu lugar no pelotão, e quando tem hipótese, tem conseguido andar muito bem! Já com a vitória na juventude do Tour du Var e na Faun – Ardeche Classic, o francês deverá querer agora continuar os bons resultados e tem hoje uma excelente oportunidade para tal

Aleksandr Vlasov e Tao Geoghegan Hart são os homens que se seguem e têm também eles claro interesse em bater Roglic e a Jumbo. A questão é que a etapa não é assim tão dura para os jovens trepadores fazerem diferenças grandes e será preciso grandes cortes para que o russo e o britânico consigam deixar Roglic em dificuldades. Ainda assim, um bom resultado será esperado.

Depois do Giro d’Itália 2020, é preciso ter atenção a Ben O’Connor. O australiano parece ter beneficiado ainda mais da troca de equipa e chegada à AG2R e não seria de admirar um ótimo resultado. Com o tempo perdido no contrarrelógio, poderá ter a possibilidade de atacar e ninguém lhe seguir o rasto.

Por último é necessário mencionar mais três nomes. Felix Grossschartner, que não tem impressionado, mas poderá fazer mossa no dia de hoje com rampas que lhe favorecem no início da subida. Tiesj Benoot é mais um forte candidato, que se estiver bem, poderá saltar do pelotão para a vitória. Por fim, Harm Vanhoucke, que no UAE Tour esteve muito bem e pode continuar a sua série de bons resultados aqui no Paris – Nice.

Atenção também a nomes como Guillaume Martin, Lucas Hamilton, Brandon McNulty e Neilson Powless.

Favoritos Ciclismo Mundial

⭐⭐⭐⭐⭐ Primoz Roglic
⭐⭐⭐⭐ Maximilian Schachmann, David Gaudu
⭐⭐⭐ Aleksandr Vlasov, Tao Geoghegan Hart e Tiesj Benoot
⭐⭐ Ben O’Connor, Felix Grossschartner, Harm Vanhoucke e Brandon McNulty
⭐ Alexey Lutsenko, Dylan Teuns, Guillaume Martin, Lucas Hamilton e Neilson Powless

Presença Portuguesa

Em prova estarão dois portugueses: Rui Costa (153) e Rui Oliveira (156), em representação da UAE Team Emirates.

Transmissão e Horas de Partida

A Eurosport1 terá transmissão a partir das 13h15.

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