Mini Strade Bianche promete agitar a CG!

Realiza-se hoje a 11ª tirada do Giro d’Italia, numa das etapas-chave da competição, e que promete muito espetáculo e emoção! O percurso desta jornada irá assemelhar-se ao da renomada clássica italiana da Strade Bianche, com passagens em diversos setores muitas vezes usados nessa emblemática corrida. Apesar das diferenças, esta será uma jornada marcada por longos setores em terra batida, o famoso sterrato, e ainda pelas características colinas da região, que prometem fazer mossa nos corredores e causar diferenças na geral, como sucedeu na etapa deste género que foi ultrapassada no Giro de 2010. Nesse ano, Cadel Evans venceu a etapa, vestindo uma camisola de campeão do mundo bem impregnada de pó e terra, com o grande derrotado pelo sterrato a ser Ivan Basso.

Em 2021, a etapa da estrada branca irá apresentar 162 km, com partida em Perugia e chegada em Montalcino, e com quatro grandes setores não asfaltados e ainda diversas subidas, incluindo duas ascensões de 3ª categoria, a primeira das quais bastante complicada, com muito sterrato, e a segunda, também ela bem difícil, com o seu topo a menos de 5 km da meta. Note-se que após essa subida, os ciclistas descem em direção à meta na Via Roma, em Montalcino, com os últimos 500m a apresentarem uma rampa bem dura, com pendentes a chegar aos 12%.

Perfil da 11ª etapa da Volta a Itália

Esta será uma jornada muito importante para os homens com aspiração à classificação geral da Volta a Itália, sendo que diversas equipas poderão tentar dinamitar a corrida, com o objetivo de ganhar tempo aos rivais no difícil acesso à meta em Montalcino. Será um dia onde, tal como tem acontecido por diversas ocasiões nesta prova, a fuga poderá facilmente ter o seu sucesso, dependendo da margem dada pelo pelotão, em especial pela equipa do líder, a Ineos Grenadiers de Egan Bernal.

Mesmo que a fuga não resulte, este será um dia de clássica, onde os ataques poderão surgir em qualquer fase do percurso, e onde um grupo forte pode facilmente escapar para a vitória. Assim, como principal favorito, vamos apontar para um ciclista que já referiu ter esta etapa debaixo de olho, e que pode triunfar a partir de qualquer cenário: seja numa fuga, seja através de um ataque certeiro num ponto-chave do percurso: Alberto Bettiol, da EF Education-Nippo. O corredor italiano tem estado em bom nível neste Giro, em especial nas subidas mais longas, que seriam o ponto mais fraco do seu jogo. Note-se que o antigo campeão da Volta à Flandres fez 4º na Strade Bianche do ano passado, pelo que estará certamente a olhar com bons olhos para esta etapa. Bettiol está a mais de 25 minutos na geral, o que lhe dará liberdade para estar na fuga.

Esta é uma jornada que pode apresentar uma multitude de cenários, sendo que poderemos perto do final ter uma situação semelhante à da 8ª etapa, quando os homens da fuga foram apanhados pelo pelotão e por um furioso Egan Bernal, já nos metros finais de etapa. Se nessa etapa, tínhamos dado o favoritismo ao pelotão, desta feita vamos dá-lo à fuga, embora seja uma verdadeira lotaria para uma etapa deste género.

Os maiores candidatos a estar na fuga e a triunfar neste difícil dia, além do já referido Bettiol, serão nomes como Bauke Mollema, Koen Bowman, Quinten Hermans, Alessandro de Marchi, Patrick Bevin, Gianni Vermeersch, Andrea Vendrame, Peter Sagan, Diego Ulissi, Gianluca Brambilla, Felix Grossschartner, Gino Mäder, Simon Carr, Dario Cataldo, Michael Storer, Filippo Fiorelli, e claro o Iceman de Pegões, Ruben Guerreiro!

Se a etapa acabar por ser discutida pelo pelotão, os maiores candidatos a triunfar serão: Egan Bernal, Remco Evenepoel, Giulio Ciccone, Dan Martin, João Almeida, Damiano Caruso, Davide Formolo, Aleksandr Vlasov, além dos já mencionados Alberto Bettiol e Ruben Guerreiro, que serão autênticos perigos à solta se tivermos um grupo relativamente grande nas últimas zonas de gravilha e na subida final.

Refira-se ainda um ciclista que seria um dos grandes favoritos ao triunfo, não fosse o braço direito de Bernal para estas etapas: Gianni Moscon. Na etapa de Rocca di Cambio, o italiano mostrou estar um nível acima de toda a competição, quando rebentou o pelotão no início da subida final em terra batida, abrindo o caminho para o ataque portentoso de Bernal. Se por algum acaso, Moscon tiver liberdade perto do fim, será um fortíssimo candidato para levar a etapa!

Favoritos Ciclismo Mundial:

⭐⭐⭐⭐⭐ Alberto Bettiol

⭐⭐⭐⭐ Bauke Mollema, Koen Bowman, e Quinten Hermans

⭐⭐⭐ Alessandro de Marchi, Patrick Bevin, Gianni Vermeersch, Andrea Vendrame, Peter Sagan, e Diego Ulissi

⭐⭐ Ruben Guerreiro, Gianluca Brambilla, Felix Grossschartner, Gino Mäder, Simon Carr, Dario Cataldo, Michael Storer, Filippo Fiorelli

⭐ Egan Bernal, Remco Evenepoel, Giulio Ciccone, Dan Martin, João Almeida, Damiano Caruso, Davide Formolo, Aleksandr Vlasov, Gianni Moscon

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