Inferno do Norte vai ser na Scheldeprijs!

Disputa-se hoje a 109ª edição da clássica belga de Scheldeprijs. Trata-se de uma prova de um dia corrida na região da Flandres e que está colocada, no calendário velocipédico, entre os monumentos da Volta à Flandres e do Paris-Roubaix. Com o adiamento da prova francesa, a Scheldeprijs ganha maior relevo como a última clássica de pavé da Primavera.

Apresentando, invariavelmente, um percurso totalmente plano, esta prova é conhecida por ser o campeonato do mundo dos sprinters, e um dos grandes objetivos da época para os velocistas do pelotão.

A Scheldeprijs possui uma história rica e antiga, com a primeira edição da prova a remontar a 1907, seis anos antes da primeira Volta à Flandres. O recordista de vitórias na prova é o alemão Marcel Kittel, que não deu hipóteses à concorrência nas edições de 2012, 2013, 2014, 2016, e 2017. Na corrida do ano passado, o triunfo foi para o “Pocket Rocket”, Caleb Ewan, que bateu nomes como Niccolò Bonifazio, Bryan Coquard, Tim Merlier, e Sam Bennett.

A prova belga representa a transição perfeita da Volta à Flandres para Paris-Roubaix, apresentando uma altimetria suave, mas ainda com setores em empedrado, apesar de neste caso não serem duros o suficiente para causar diferenças, ao contrário do monumento do Norte de França.

Para a edição de 2021, os organizadores da prova escolheram um percurso de 193.8 km, a ser percorrido entre Terneuzen e Schoten, na província de Antuérpia. O perfil é, como é norma, completamente plano, sendo um sprint massivo o cenário mais provável para o desfecho da competição.

Refira-se que a previsão climática não traz boas notícias para os ciclistas, esperando-se muito frio, vento, e chuva, com possibilidades inclusive de granizo e neve! Depois de um dia bem agradável na Volta à Flandres, o tempo na região piorou consideravelmente, e poderemos ter uma jornada bem dura, com condições extremas, que certamente terão impacto no desenrolar da corrida.

Perfil da 109ª Scheldeprijs

Favoritos

Apesar das previsões de mau tempo, a corrida deverá seguir o formato habitual, com uma fuga a estabelecer-se e o pelotão a controlar a margem e a preparar o sprint nos km finais.

O grande favorito para esta prova é o foguete irlandês, Sam Bennett. O homem da Deceuninck Quick-Step tem estado intratável esta temporada, vencendo 5 corridas: duas etapas no UAE-Tour, duas no Paris-Nice, e ainda a Oxyclean Classic Brugge-De Panne.

Além da grande forma do irlandês, destaque-se também o forte alinhamento da equipa belga, que dará total apoio na preparação do sprint, mas que também será uma formação perigosa e que quererá estar bem colocada na frente da corrida, caso o vento cause estragos e tenhamos as famosas bordures. No apoio ao sprinter irlandês, o Wolfpack irá fazer alinhar Shane Archbold, Michael Morkov, Florian Sénéchal, Iljo Keisse, Bert Van Lerberghe, e ainda o nome maior deste comboio, o “Manx Missile”, Mark Cavendish, ele que é um triplo vencedor da Scheldeprijs e que até está num bom momento de forma, mas que desta feita terá de trabalhar para o líder dos sprints dentro da equipa belga, possivelmente o melhor sprinter do mundo da atualidade.

Entre os principais candidatos a poderem bater Bennett nesta prova iria estar o francês Arnaud Démare, no entanto, a Groupama-FDJ não vai estar presente, devido a um caso positivo de covid-19.

Assim, o grande rival de Bennett poderá ser o belga Tim Merlier, que tem estado em excelente nível esta época, levando já 3 triunfos. A Alpecin-Fenix vai apresentar um comboio dedicado, onde pontifica outro ciclista com capacidade para discutir a vitória caso Merlier não esteja em condições de sprintar: Jasper Philipsen.

Segue-se depois uma longa lista de sprinters, muitos deles com condições para se imporem na meta, especialmente num dia em que a corrida pode ser baralhada e o status quo do sprint quebrado. Falamos de homens como Pascal Ackermann, Nacer Bouhanni, Giacomo Nizzolo, Cees Bol, Elia Viviani, Danny van Poppel, Alexander Kristoff, Niccolo Bonifazio, Rudy Barbier, Timothy Dupont, Bryan Coquard, e Marc Sarreau.

Tratando-se do campeonato do mundo de sprinters, a startlist da prova está repleta de nomes importantes da especialidade, que referimos de seguida, embora seja difícil de imaginar que algum destes homens possa ameaçar seriamente a concorrência já citada. Falamos, por exemplo, de John Degenkolb, que será o líder da Lotto Soudal na ausência do campeão de 2020, Caleb Ewan, mas também de nomes como: Kristoffer Halvorsen, Eduard Grosu, Hugo Hofstetter, Arvid de Kleijn, Davide Cimolai, Simone Consonni, Mark Cavendish, Yoeri Havik, Gleb Brussenskiy, Sasha Weemaes, Arne Marit, Michael van Staeyen, Lorrenzo Manchezin, Dan McLay, Alberto Dainese, Riccardo Minali, e Stanislaw Aniolkowski.

Favoritos Ciclismo Mundial

⭐⭐⭐⭐⭐ Sam Bennett
⭐⭐⭐⭐ Tim Merlier e Pascal Ackermann
⭐⭐⭐ Nacer Bouhanni, Giacomo Nizzolo e Cees Bol
⭐⭐ Elia Viviani, Jasper Philipsen, Danny van Poppel e Alexander Kristoff
⭐ Niccolo Bonifazio, Rudy Barbier, Timothy Dupont, Bryan Coquard e Marc Sarreau

Presença Portuguesa

Em prova estarão três portugueses: José Gonçalves, na Delko, e os gémeos Oliveira, Rui e Ivo, que serão importantes peças no comboio da UAE Team Emirates para Kristoff.

Transmissão em Direto

Podes acompanhar a corrida em direto na Eurosport2 a partir das 14h.

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