Hora de acertar as contas!

Depois de uma grande exibição do novo camisola rosa do Giro d’Italia, Egan Bernal, a emblemática competição prossegue hoje, com a realização da 10ª etapa, a última antes do primeiro dia de descanso.

Perante os ciclistas, coloca-se um desafio de 139 km, com partida em L’Aquila e chegada em Foligno. A jornada irá começar com uma subida de 6 km, não categorizada, seguindo-se uma fase relativamente fácil do percurso, até o pelotão atingir a zona intermédia da jornada, com algum sobe e desce, e que irá culminar numa ascensão de 4ª categoria para Valico della Somma (4.8 km a 6%). Os últimos 30 km da jornada serão em descida e em plano, o que deverá significar um sprint no final do dia, mas o mesmo não será de fácil abordagem por parte do pelotão, uma vez que já dentro dos 2 km finais existem três curvas bastante apertadas e ainda mais outra nos 300 m finais!

Perfil da 10ª etapa da Volta a Itália
A difícil chegada em Foligno

Favoritos

O perfil da jornada deixa antever a forte possibilidade de assistirmos a uma nova chegada em pelotão compacto. As hipóteses para os sprinters começam a escassear, pelo que as formações dos homens mais rápidos não podem deixar escapar esta oportunidade. O final não será, contudo, um assunto puro e simples para quem queira formar um comboio para uma chegada massiva.

Com o abandono daquele que se ia revelando como o velocista mais forte deste Giro, Caleb Ewan, o grande favorito para um sprint massivo seria Tim Merlier. No entanto, a natureza do final e a sucessão de subidas que acontecem ao longo desta curta jornada, fazem-nos apontar para Peter Sagan, da BORA-hansgrohe, como grande favorito a levar a etapa, sendo que dois fatores pesam para essa nomeação. Por um lado, a equipa alemã poderá muito bem forçar o andamento nas subidas, tentando descolar alguns dos sprinters que estejam mais desgastados, uma estratégia muitas vezes seguida pela BORA. Além disso, o sprint final pede uma excelente colocação, mais do que velocidade de ponta, sendo que a curva final obriga a uma desaceleração e a um sprint em potência muito curto, de menos de 300m, o que significa que o vencedor da jornada terá obrigatoriamente de estar perto da frente para poder vencer. Acreditamos que este pode ser o dia em o Hulk de Zilina irá fazer valer as suas capacidades de colocação e bater toda a concorrência.

Tratando-se de uma etapa curta, espera-se que desta feita a BORA não cometa o erro da etapa 3, quando perseguiu a fuga durante toda a jornada, para depois deixar o trabalho final para a Cofidis e a UAE-Team Emirates, que não conseguiram depois alcançar Taco van der Hoorn. Tenha sido por incapacidade ou por opção tática, a formação alemã desperdiçou todo um dia de trabalho, por menos de 10 km de trabalho.

Apesar do sprint não favorecer Tim Merlier, ele será sempre um dos principais favoritos para as chegadas compactas deste Giro. O homem da Alpecin-Fenix já venceu, tendo depois ficado no 2º posto, atrás de Ewan, na segunda vez que sprintou convenientemente, e dispõe de um excelente lançador em Alexander Krieger, pelo que terá uma ótima chance de surgir na frente depois da última curva. O sprint do possante belga não será certamente o mesmo que nas chegadas com retas da meta mais longas, mas ainda assim poderá ser suficiente para abafar a concorrência.

Na lista de favoritos seguem-se três velocistas que manobram muito bem a sua máquina, e que poderão ser um caso sério para um final deste género: Fernando Gaviria (UAE-Team Emirates), Giacomo Nizzolo (Qhubeka Assos), e Davide Cimolai (Israel Start-Up Nation), sendo que, num degrau abaixo, colocamos dois grandes sprinters, que terão talvez alguma dificuldade em conseguir colocar-se perto da frente e triunfar num sprint em espaço bastante curto: Elia Viviani (Cofidis) e Dylan Groenewegen (Jumbo-Visma). No caso do holandês, será daqueles que mais dúvidas deixa quanto à sua capacidade para aguentar junto do pelotão, em especial se a BORA acelerar na subida de 4ª categoria, dispondo, contudo, de uma distância considerável até à meta para poder recuperar o tempo perdido.

Entre os candidatos a fazer um bom resultado nesta etapa, refiram-se ainda: Matteo Moschetti (Trek), Max Kanter (DSM), Andrea Pasqualon (Intermarché-Wanty), Filippo Fiorelli (Bardiani), Andrea Vendrame (AG2R), e ainda Stefano Oldani, que deverá ser o sprinter da Lotto Soudal, na ausência de Caleb Ewan, e também o super-dark horse Vincenzo Albanese, que será o velocista da Eolo-Kometa, depois do abandono de Manuel Belletti.

Numa nota final, refiram-se cinco lançadores que poderão tirar partido do final, que será caótico, atacando eles próprios a vitória na jornada: Simone Consonni (Cofidis), Juan Sebastian Molano (UAE-Team Emirates), David Dekker (Jumbo-Visma), Nikias Arndt (DSM), e Aexander Krieger (Alpecin-Fenix).

Favoritos Ciclismo Mundial:

⭐⭐⭐⭐⭐ Peter Sagan

⭐⭐⭐⭐ Tim Merlier e Fernando Gaviria

⭐⭐⭐ Giacomo Nizzolo, Davide Cimolai, e Elia Viviani

⭐⭐ Dylan Groenewegen, Matteo Moschetti, Max Kanter, e Andrea Pasqualon

⭐ Filippo Fiorelli, Andrea Vendrame, Stefano Oldani, Vincenzo Albanese, Simone Consonni, Juan Sebastian Molano, David Dekker, Nikias Arndt, e Alexander Krieger

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