Flèche Wallone abre época das Ardenas!

A mítica clássica da Flèche Wallonne disputa-se hoje na região das Ardenas, na Valónia, Bélgica, em ambas as vertentes, feminina e masculina.

No caso da prova feminina, trata-se da 23ª edição e de uma ligação de 124 km, com partida e chegada em Huy. Após um dia de muito sobe e desce, a prova será decidida na segunda subida ao emblemático Mur de Huy, possivelmente a subida curta mais famosa do ciclismo. Com apenas 1.1 km, mas com 10.7% de inclinação, o Mur de Huy representa o palco perfeito para as(os) puncheurs brilharem.

Perfil da prova feminina da edição de 2020 da Flèche Wallone

La Flèche Wallonne Féminine tem sido completamente dominada pela holandesa Anna van der Breggen (Boels–Dolmans Cycling Team), a penta(!)campeã em título da competição. Além do histórico demolidor da holandesa nesta competição, refira-se que estamos no final de um mês de setembro em que Breggen ganhou “só” Giro Rosa e as duas medalhas de ouro em disputa nos mundiais de Ímola! A Rainha das Ardenas está claramente num grande momento e pretende cimentar o seu legado com um histórico sexto triunfo na Flèche, e que melhor de o fazer senão envergando a camisola do arco-íris?

Aquela que poderia ser a grande rival, a compatriota Annemiek van Vleuten (Mitchelton-Scott), não irá participar na prova onde foi segunda no ano passado. Recorde-se que Vleuten teve uma queda grave que a afastou do Giro Rosa (onde liderava) e que quase a impedia de participar nos mundiais, onde acabou por levar a prata na prova de fundo. Assim, a principal adversária de Breggen será outra holandesa e outra pentacampeã (2013, 2011, 2009, 2008, e 2007) da Flèche, Marianne Vos (CCC-Liv), vencedora de três etapas no Giro Rosa e quarta nos mundiais. Estaremos perante um duelo para a história do ciclismo feminino!

Além das holandesas, entre outras corredoras que poderão brilhar nesta clássica, refiram-se a dinamarquesa Cecilie Uttrup Ludwig (FDJ Nouvelle Aquitaine Futuroscope), a italiana Elisa Longo Borghini e a britânica Elizabeth Deignan, da Trek-Segafredo Women, a polaca Katarzyna Niewiadoma, a britânica Hannah Barnes, e a israelita Omer Shapira, da Canyon SRAM Racing, a alemã Lianne Lippert (Team Sunweb), a holandesa Demi Vollering (Parkhotel Valkenburg), a espanhola Mavi García (Alé BTC Ljubljana), a sul-africana Ashleigh Moolman (CCC-Liv), além da tripla de apoio a Breggen na Boels – Dolmans: as holandesas Chantal Blaak e Amy Pieters e a luxemburguesa Christine Majerus.

⭐⭐⭐⭐⭐ Anna van der Breggen

⭐⭐⭐⭐ Marianne Vos e Cecilie Uttrup Ludwig

⭐⭐⭐ Elisa Longo Borghini, Elizabeth Deignan, e Katarzyna Niewiadoma

⭐⭐ Lianne Lippert, Ashleigh Moolman, Demi Vollering, e Hannah Barnes

⭐ Mavi García, Omer Shapira, Chantal Blaak, Amy Pieters, e Christine Majerus

Em relação à competição masculina, a Flèche Wallone de 2020 será a 84ª edição da clássica belga e consistirá numa jornada de 202 km com partida em Herve e chegada no Mur de Huy, que será contestado pelos ciclistas por três vezes no circuito final.

Perfil da prova masculina da edição de 2020 da Flèche Wallone

O homem do momento, recém-coroado campeão do mundo de fundo, Julian Alaphilippe, estava escalado para a prova e seria certamente o grande favorito a vencê-la pelo terceiro ano consecutivo, no entanto, Juju optou por estrear a sua camisola do arco-íris no próximo domingo, na Liège-Bastogne-Liège, procurando restabelecer-se física e emocionalmente de Ímola.

De facto, esta será uma edição da Flèche aberta, sem um óbvio favorito. Os oito primeiros da edição passada não estarão à partida este ano mas, em contrapartida, o lote de atletas na startlist da prova é de enorme qualidade.

O grande destaque, em termos de mediatismo recente no pelotão internacional, vai para a presença do campeão da Volta à França, o esloveno Tadej Pogacar. Como se comprovou na corrida de Ímola, Pogacar possui ainda pelo menos parte da sua forma do Tour e continua a exibir o “kick” que o coloca num nível acima de toda a concorrência. No entanto, acreditamos que haverá outro corredor que poderá bater Pogacar na íngreme inclinação de Huy: o suíço, medalha de bronze nos mundiais, Marc Hirschi (Sunweb). O super combativo do Tour mostrou em Ímola que está muito fácil nos terrenos explosivos e que não teme ninguém após um dia duro em cima da bicicleta.

Outros candidatos a brilhar no Mur de Huy serão o canadiano Michael Woods (EF Pro Cycling), o polaco Michal Kwiatkowski (INEOS Grenadiers), o irlandês Dan Martin (Israel Start-Up Nation), ou o australiano Richie Porte (Trek-Segafredo).

Além destes, muitos outros corredores poderão, em diferentes circunstâncias, decidir a corrida. Entre eles, está o campeão português Rui Costa que, embora tendo Pogacar como chefe-de-fila na UAE-Team Emirates, pode aproveitar algum jogo tático para estar em destaque naquela que, contudo, é reconhecidamente uma clássica menos à sua imagem.

⭐⭐⭐⭐⭐ Marc Hirschi

⭐⭐⭐⭐ Tadej Pogacar, Michael Woods

⭐⭐⭐ Michal Kwiatkowski, Dan Martin, Richie Porte

⭐⭐ Dylan Teuns, Andrea Bagioli, Rigoberto Uran, e Wout Poels

⭐ Warren Barguil, Tim Wellens, Tom Dumoulin, Sergio Higuita, Patrick Konrad, Valentin Madouas, Mikel Landa, Lennard Kämna, Benoit Cosnefroy, e Rui Costa

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