Diga 33! Míssil está cada vez mais perto do recorde!

O britânico Mark Cavendish, da Deceuninck Quick-Step, venceu a etapa 10 do Tour de France, batendo ao sprint os belgas Wout Van Aert (Jumbo-Visma) e Jasper Philipsen (Alpecin-Fenix)! Com o seu terceiro triunfo na edição deste ano, o Manx Missile chega assim às 33 vitórias em etapas da Grande Boucle, ficando a apenas uma do mítico recorde do “Canibal”, Eddy Merckx!

A etapa 10 da Volta a França apresentava um percurso de 190.7 km, entre Albertville e Valence, num dia maioritariamente plano, pontuado apenas com uma subida de 4ª categoria e outras duas ascensões não categorizadas, que não representavam obstáculos suficientes para impedir um final em pelotão compacto.

Nos primeiros metros de etapa, saltaram do pelotão dois corajosos: Tosh Van der Sande (Lotto Soudal) e Hugo Houle (Astana), com o pelotão aparentemente satisfeito por não ter um grupo numeroso na frente. A 170 km do final, a vantagem da dupla situava-se nos 5 minutos e meio.

Numa etapa que parecia caminhar para um longo marasmo, acabou por haver alguma animação com o ataque de alguns corredores que tentavam fazer a ponte com a frente da corrida, entre eles Stefan Küng e o campeão italiano, Sonny Colbrelli, com a Deceuninck Quick-Step a trabalhar para eliminar a movimentação do principal rival de Cavendish na luta pela camisola verde.

À passagem pela única contagem de montanha do dia, a 4ª categoria para Col de Couz, o duo composto por Van der Sande e Houle passou na frente, mas agora com apenas 3:40 sobre o grupo principal.

No sprint intermédio, a 108 km do final, passou na frente a fuga, com o pelotão a chegar passados 1:45, e com Colbrelli a bater Matthews e Philipsen, amealhando os pontos do 3º lugar, sem que Cavendish fosse disputar o sprint.

Com o grupo principal a aproximar-se bastante da frente da corrida em várias fases da jornada, foi necessária alguma acalmia, de modo a não incentivar ataques que pudessem fortalecer a fuga. A margem foi variando entre 1 e 2 minutos durante vários quilómetros, com o pelotão a controlar as operações, nomeadamente através das formações da Arkéa Samsic, Deceuninck Quick-Step, Team DSM, e BORA-hansgrohe, que iam colocando ciclistas à frente do alinhamento da UAE-Team Emirates, com Rui Costa no apoio ao camisola amarela, Tadej Pogacar, seguida da Jumbo-Visma e da Bahrain-Victorious.

Havia algum nervosismo no pelotão, com a possibilidade do aparecimento de ventos cruzados, mas estes acabaram por não ter consequência.

Nos 30 km finais, já sem fuga, o pelotão colocou-se em posição para abordar o sprint, com a Deceuninck Quick-Step, e em particular o campeão mundial, Julian Alaphilippe, ao leme do navio que procurava chegar a bom porto, leia-se, sem quedas. Não foi queda, mas furo, que acabou por vitimar Sonny Colbrelli, numa fase inoportuna, com o pelotão a rodar a alta velocidade.

Com 17 km para o final, as equipas da Bora-Hansgrohe, Jumbo-Visma, e Deceuninck-QuickStep aumentaram o ritmo, tentando causar cortes no pelotão, o que por pouco ia sucedendo, não fossem os esforços do próprio camisola amarela, com Tadej Pogacar a ser obrigado a fechar o espaço. Pouco depois, haveria mesmo de haver corte, ficando um mini pelotão, de cerca de 50 unidades, na frente, contendo praticamente todos os principais nomes da geral e do sprint.

Nos 3 km finais, a Deceuninck tomou conta das operações, através do comboio formado por Alaphilippe, Kasper Asgreen, Davide Ballerini, Michael Mørkøv, com Cavendish como última carruagem. Chegando aos metros finais, Morkov lançou o sprint com mestria para o britânico, que rematou com qualidade o trabalho da equipa, vencendo de forma tranquila, perante a impotência de Wout Van Aert, Jasper Philipsen, Nacer Bouhanni, e Michael Matthews, que completaram o top 5 da jornada.

O Manx Missile garante assim o seu terceiro triunfo nesta edição da Volta a França e o 33º na história da prova, estando agora a apenas um do recorde de Eddy Merckx!

Na classificação geral, tudo na mesma, com Tadej Pogacar de amarelo, com 2:01 de avanço sobre Ben O’Connor e 5:18 sobre Rigoberto Urán.

Quanto aos portugueses, Ruben Guerreiro foi 27º, terminando integrado no pelotão, enquanto Rui Costa fechou no 142º posto, a 4:38 do vencedor. Na geral, o antigo campeão do mundo é agora 86º, a 1:20:13 da amarela, enquanto o Iceman de Pegões é 23º, a 36:57.

Amanhã, disputa-se a 11ª etapa, com 198.9 km entre Sorgues e Malaucène e, nada mais nada menos, do que duas passagens pelo emblemático Mont Ventoux!

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