A imprevisibilidade Catalã no seu estado real! Quem sairá vencedor no dia de hoje?

O alemão Lennard Kamna (Bora – Hansgrohe) conquistou ontem a sua terceira vitória no WorldTour em pouco mais de sete meses, e a primeira de 2021. A equipa alemã jogou na fuga e certamente deixou Peter Sagan a poupar forças para poder triunfar hoje, numa etapa que o eslovaco ex-Campeão Mundial poderá ter marcado com um X no seu planeamento, mas não é certo que haverá possibilidade de haver um sprint em massa, já que os terrenos catalães enganam sempre. Quem sairá vencedor no dia de hoje? É o que vamos olhar já de seguida!

Perfil

Perfil da Etapa 6 da Volta a Catalunya

Os sprinters raramente tiveram muitas oportunidades na Catalunha, mas tornou-se uma pequena tradição que haja uma etapa relativamente fácil aos sábados. Este também é o caso deste ano, onde a 6ª etapa será a mais fácil, mas na Catalunha nada assim tão acessível quanto parece. Ainda é preciso ultrapassar 2400m de desnível positivo de altitude com uma subida de categoria 3 no final, a pouco menos de 14km da chegada, e por isso volta a estar em perigo, tal como na etapa 1, um sprint em pelotão compacto.

Um total de 193.8km será percorrido entre Tarragona e Mataro, duas cidades costeiras, cada uma de um lado diferente de Barcelona. O primeiro sprint intermédio aparece depois de percorridos 43.6km. A emoção da etapa e principais dificuldades surgem nos últimos 90km. O primeiro desafio surge na terceira categoria do Port de l’Ullastrell, uma subida com 10.3km a 2.8% de pendente média, com rampas máximas de 8%, que é muito irregular, e apresenta duas descidas e seções planas ao longo do caminho, mas também 4km com percentagens de subida entre 4 a 7%. Depois da descida há uma passagem pela pista de automobilismo Circuit de Barcelona para pouco depois se iniciar a segunda e última subida do dia, uma terceira categoria no Alt El Collet com 2.9km a 3% de pendente média com rampas máximas de 7%, com o seu topo a pouco menos de 14km da chegada. A descida é bastante fácil e sem desafios técnicos até ao último km, que tem uma rotunda que pode provocar alguma agitação, para a corrida terminar num falso plano a cerca de 1.5%.

Favoritos

Com tantos metros de acumulado, especialmente na segunda metade da etapa, o terreno não será certamente fácil de controlar, ainda que haja uma super Ineos com a locomotiva Rohan Dennis e ainda Geraint Thomas a poderem ser chamados a qualquer momento para fecharem espaços. Por outro lado, há tão poucos homens rápidos que sendo esta a etapa mais fácil, no papel, não há dúvida de que irão tentar levar a discussão para o sprint na linha de meta, e assim poderem conquistar uma vitória numa corrida tão dura como esta. Ainda assim, a classificação geral pode ser atacada e há 4 ciclistas a menos de 20s do pódio, pelo que QuickStep, Movistar e BikeExchange podem muito bem conjugar esforços na busca de segundos importantes que lhes permitam olhar de outra forma para a etapa final de amanhã em Montjuic!

Portanto, não podemos ter 100% de certeza que teremos um sprint, apesar de ser uma grande possibilidade, mesmo que o percurso não seja difícil. Nomes como Remi Cavagna (Deceuninck – QuickStep), que depois de ter sido alcançado ontem, deixou-se ir a um ritmo confortável até ao fim, Luis Leon Sanchez (Astana – Premier Tech) ou Thomas de Gendt (Lotto Soudal) não desgostam de finais como o de hoje e poderão também ter liberdade dentro das suas equipas para lançar um ataque decisivo dentro dos últimos 20km.

Peter Sagan (Bora – Hansgrohe) não tem andado muito ativo e a Bora poderá tentar controlar de alguma forma a etapa para ele, já que o eslovaco não deverá ter problemas em ultrapassar as dificuldades do dia. Jordi Meeus poderá ser uma excelente ajuda, mas o próprio belga tem capacidade para sprintar e poderá ser uma alternativa caso Sagan falhe. Como Sagan há ainda Max Kanter (Qhubeka Assos) e Juan Sebastian Molano (UAE Team Emirates). Na primeira etapa nenhum dos três sequer discutiu o sprint para a 5ª posição, e as subidas de hoje poderão também ser endurecidas para os deixarem para trás e sem hipótese de lutar pela vitória.

Dion Smith (Team BikeExchanhe) tem estado bastante bem e ativo na Catalunha, apesar de ainda não ter sentido o sabor da vitória. O neozelandês parece estar em forma e é também uma grande carta para o dia de hoje. O tipo de colinas que aparece hoje são do agrado de Smith, e esperando-se um pelotão um pouco mais reduzido é ainda mais candidato. E porque não considerar Ruben Guerreiro (EF Education – Nippo)? O português foi 13º na 1ª chegada, mas a etapa hoje poderá ter algum endurecimento no final, que o nosso Cowboy pode aproveitar. Ontem já conseguiu ser o melhor da fuga nos kms finais, não vencendo apenas porque deixaram Kamna ir embora. Nesta linha, aparecem também Alejandro Valverde (Movistar) e João Almeida (Deceuninck – QuickStep). Dentro dos protagonistas pela classificação geral não há melhores para discutirem um sprint, e ambos agradecem alguns segundos de bonificação. A etapa 1 também deu para ver que Alexander Kamp (Trek – Segafredo) está de volta, e hoje pode ser uma chance do dinamarquês conquistar um bom resultado.

Atenção a Matej Mohorič (Bahrain Victorious) que tanto na fuga como num sprint, pode vencer.

Favoritos Ciclismo Mundial

⭐⭐⭐⭐⭐ Luis Leon Sanchez
⭐⭐⭐⭐ Peter Sagan e Dion Smith
⭐⭐⭐  Clement Venturini, Daryl Impey e Ruben Guerreiro
⭐⭐ Alexander Kamp, Matej Mohoric, Max Kanter, Alejandro Valverde e João Almeida
⭐  Juan Sebastian Molano, Remi Cavagna, Thomas De Gendt e Mattias Skjelmose Jensen

Presença Portuguesa

Em prova estarão dois portugueses: (21) João Almeida, que é líder da classificação da juventude, e (101) Ruben Guerreiro. Rui Costa viu-se obrigado a abandonar devido a um atropelamento de uma mota de corrida na etapa 1.

Transmissão e Horas de Partida

A Eurosport1 terá transmissão a partir das 14h15.

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