FPC… Aí vamos nós outra vez!

Faz hoje 2 semanas que escrevemos uma Carta Aberta à Federação Portuguesa de Ciclismo. Na altura, não tínhamos calendários definidos, várias vertentes não sabiam nada do que iria acontecer ainda esta temporada, e não se podiam fazer planos, porque ninguém tinha objetivos definidos.

Há exatamente 1 semana, eram divulgados, pela FPC, uma primeira versão oficial dos calendários para esta temporada. O foco estava claro em se disputarem os nacionais em várias vertentes e especialidades. Para o BTT, o calendário apenas incluiu os Campeonatos Nacionais, enquanto que para o BMX incluía uma prova da Taça de Portugal, para além dos Nacionais. Já no Ciclocrosse, foram marcadas 4 provas da Taça de Portugal, já que os nacionais são, por norma, disputados em janeiro.

O foco deste calendário foi destacadamente a vertente de estrada. Nacionais, e diversas provas para os elites masculinos, Volta a Portugal, Troféu Joaquim Agostinho, GP “O Jogo” e GP JN. Mas mais uma vez, as informações passadas ficaram a metade. Deram-se calendários, mas certas opções tomadas não foram explicadas.

A atual direção da FPC desde sempre tentou promover um “Ciclismo Para Todos” como a sua imagem de mandato. Levar o ciclismo aos mais jovens, aos mais velhos, às localidades, às diferentes vertentes, sempre foi um objetivo bastante presente na comunidade ciclística, com a Federação e com as Associações Regionais. Porém, com a divulgação deste calendário, não é isso que ficou exposto.

Olhamos à vertente de estrada, e apenas os elites e sub-23 masculinos vão disputar a prova de fundo. Tanto formação, como feminino, como masters não têm campeonatos nacionais de fundo este ano. O porquê? Não foi explicado. Quando questionados sobre tal por uma ciclista, o que respondeu a FPC? “Por questões sanitárias”. Esta foi a resposta perante escalões e géneros, em que correm menos ciclistas que nos elites masculinos. Onde está então o “Ciclismo Para Todos”?

Emerge também saber com a maior urgência possível, se os calendários estão fechados em Portugal. Que provas ainda se vão realizar? Segundo o comunicado, o calendário é ainda provisório, mas urge dar respostas aos atletas e respetivas equipas, para que se possam preparar devidamente!

Quando é que foram tomadas estas decisões de não termos nacionais para diversos escalões? Por quem foram tomadas, e porque foram tomadas dessa forma? Cabe à Federação dar resposta a todas estas perguntas mencionadas acima. Não podemos deixar morrer o ciclismo português, não podemos perder tudo aquilo que o ciclismo português conquistou nos últimos anos!

O Ciclismo Mundial associa-se a este movimento que emerge perante uma injustiça à qual assiste, e que em todos estes parágrafos explica, e uma falta de ética gritante ao não haver explicações concretas para as decisões que foram tomadas. É superlativo termos uma resposta para tudo isto, porque não é justo o que está a ser feito ao ciclismo português!

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