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Antevisão Nacionais de Contrarrelógio

É já no final desta semana, na próxima sexta, que se vão correr os nacionais de contrarrelógio em Portugal! A prova contempla os escalões de elites e sub-23 masculinos, e de paraciclismo, que em Paredes vão competir pela camisola com a bandeira nacional, que irão poder envergar durante o próximo ano!

O percurso da prova de contrarrelógio é este ano muito curto, especialmente para os sub-23 e elites, que têm os percursos com menos quilometragem desde há muitos anos, com apenas 18.1km de extensão. Se formos a olhar a dados históricos, nos últimos 15 anos (que foi o que conseguimos ter registo), nunca os elites tiveram um contrarrelógio nos nacionais abaixo dos 25km, nem os sub-23 abaixo dos 20km. Pois bem, isso vai acontecer este ano, mas se estão a pensar que podemos ter uma cronoescalada pela frente (onde se justificaria a opção), também não é o caso.

Perfil Contrarrelógio Sub-23 e Elites

O percurso apresenta duas fases distintas, a primeira, até cerca do km9, em ligeira descida, e a segunda, a partir do km9, em subida, quer em falso plano, quer numa ou outra zona com uma pendente um pouco maior. Já no paraciclismo, o percurso é de apenas 12.5km, e não irá englobar, aproximadamente, a parte entre o km4 e o km9 do percurso de elites e sub-23.

Entre os candidatos a vencer o título nacional, perfilam-se desde já Rui Costa, Rafael Reis, e Ivo Oliveira entre os elites, eles que foram os três melhores portugueses na última Prova de Reabertura, ganha por Rui Costa. Nas ausências, destacam-se as de Nelson Oliveira, que irá estar a representar a Movistar no Critérium du Dauphiné, e João Almeida, que vai estar a representar a Deceuninck – QuickStep na Il Lombardia, de acordo com o calendário revelado pelo próprio ao jornal “A Bola” numa entrevista há cerca de 1 mês atrás.

Nos sub-23, temos vários nomes com hipótese de vencer e discutir a prova, desde logo o recém-chegado ao escalão de sub-23, Daniel Dias, da Sicasal, que foi o mais forte na Prova de Reabertura, mas também Miguel Salgueiro, da LA Alumínios, e Rafael Lourenço, Fábio Costa ou Guilherme Mota da Kelly – InOutBuild. O que se prevê à partida é que seja uma prova incrivelmente disputada, por um bloco de jovens muito interessante que está aos poucos a começar a competir com os elites do nosso país.

Uma vez mais, a nota negativa fica para a UVP-FPC, que não consegue colocar uma transmissão em direto, em vídeo, em qualquer plataforma digital que pode explorar para o efeito. Ficar-se pelo “live timing”, com atualizações em texto, é insuficiente para a promoção do Ciclismo Português no nosso país, já que quem quiser efetivamente acompanhar as provas, terá de se deslocar a Paredes, o que neste momento é altamente desaconselhável, devido a todos os riscos que envolvem a pandemia do covid-19.

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