Vini Zabù renuncia ao WildCard do Giro depois dos recentes casos de Doping dentro da Equipa!

A Vini Zabù não irá participar no próximo Giro d’Italia, na sequência do teste positivo para EPO de Matteo De Bonis, num controlo fora de competição. A equipa italiana disse também que esta jogada de renúncia foi um ato de consideração pelo ciclismo e pelo desporto. Há duas semanas atrás, a equipa italiana de categoria ProTeam suspendeu-se da competição para realizar uma investigação interna após o teste positivo de De Bonis.

Num comunicado de imprensa emitido pela equipa, lê-se um conjunto de fortes convicções e mensagens para combater o doping no que dizem ser a melhor modalidade do mundo.

Na sequência da notícia do teste positivo de De Bonis, revelado a 30 de março, a policia efetuou rusgas ao diretor geral Angelo Citracca, ao diretor desportivo Luca Scinto, e ao ciclista Matteo de Bonis, juntamente com outros 22 membros da formação, visando a sede, armazém e oficina da equipa. Foi confirmado pela própria policia que nada de ilícito foi encontrado durante as buscas e que a equipa e os corredores cooperaram plenamente com a polícia italiana e a UCI. De Bonis reuniu-se com a equipa pouco depois, na companhia do seu pai e do seu advogado, com o bloco italiano a entregar posteriormente o seu depoimento às autoridades.

“A equipa e o principal patrocinador Vini Zabù decidiram deixar uma mensagem importante ao mundo do ciclismo, destinada aos atletas que ainda pensam que podem tomar medicamentos para fazer batota. A equipa concordou com o seu principal patrocinador em não participar no Giro d’Itália, apesar de ter demonstrado aos organismos competentes que tomou as medidas mais diligentes para combater o doping. A nossa decisão de não participar no Giro pretende sublinhar os danos que a conduta ilegal de um indivíduo pode causar a toda a equipa, com efeitos devastadores para aqueles que, em vez disso, colocam em prática os seus melhores esforços para permitir aos ciclistas competir.

O patrocinador principal e a equipa sensibilizaram De Bonis para a necessidade de colaborar ativamente com os organismos de investigação, para que este lamentável episódio possa tornar-se um instrumento eficaz na luta pela erradicação das organizações que comercializam substâncias proibidas. A escolha de tomar ou não medidas legais para compensar os enormes danos sofridos dependerá se De Bonis cooperar efetivamente com os organismos de investigação. Aqueles que decidirem violar os princípios éticos do desporto, ao tomarem substâncias proibidas, prejudicam-se não só eles próprios, mas também toda a aparência da equipa (colegas, membros do pessoal, gestores e patrocinadores). Gostaríamos de agradecer à RCS Sport pela consideração que nos demonstraram ao convidar-nos para o Giro d’Italia e pela sua avaliação positiva do projeto da nossa equipa. A nossa renúncia à corrida mais popular entre os ciclistas italianos é um gesto de amor pelo ciclismo. O patrocinador, partilhando os princípios institucionais da equipa, garante a implementação dos contratos de patrocínio ao longo do ano em curso, para que seja o desporto a ganhar.”

Pode-se ler no comunicado da Equipa

A renúncia ao wildcard da Vini Zabù deixa a Eolo – Kometa e a Bardiani – CSF – Faizanè como os restantes convidados para o Giro d’Itália até ao momento. A RCS Sport ainda não comentou qual a equipa que irá ocupar o lugar deixado vago, isto se alguma equipa o for ocupar.

Há um conjunto de possíveis equipas que gostariam de ser convidadas para a prova rainha italiana. Por um lado, a injustamente não convidada Androni Giocattoli – Sidermec seria a que mais merecia receber esse convite, mas estão de costas voltadas com a RCS e isso poderá ser um sinal de que nem o Plano B serão, ainda para mais depois dos constante insultos públicos do seu diretor desportivo, Gianni Savio. Por outro lado há duas equipas não italianas que estavam na lista para serem convidadas, a Arkea – Samsic de Nairo Quintana, e a Gazprom – Rusvelo de Roman Kreuziger, que são também fortes candidatas à vaga agora em aberto.

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