UCI vai banir o famoso ‘super tuck’! Conheça o conjunto de novas medidas de segurança.

A UCI anunciou esta quinta-feira que aprovou uma vasta gama de medidas para melhorar a segurança dos ciclistas, uma iniciativa que ganhou força após o horrível acidente de Fabio Jakobsen no Tour de Pologne de 2020.

As medidas foram aprovadas durante uma reunião virtual do Comité de Gestão da UCI de 2 a 3 de Fevereiro, e serão aplicadas primeiro aos eventos UCI WorldTour e UCI Women’s WorldTour, podendo depois ser aplicadas progressivamente a todos os eventos do Calendário de estrada da UCI. As alterações visarão os organizadores de corridas, condutores em prova e pilotos de helicópteros, bem como os próprios corredores.

Dentro das normas, podemos encontrar a aplicação de “conduta perigosa” à famosa forma de descida – corredor encosta o peito sobre o guiador e senta-se numa das barras do quadro, criando uma vantagem aerodinâmica.

Chris Froome usou esta estratégia de descida para vencer a etapa 8 do Tour de France em 2017, e a sua segurança começou a ser debatida, sendo Dan Martin um dos corredores mais contra a prática. Os investigadores acabaram por fazer estudos sobre o assunto chegando às conclusões que a imagem seguinte comprova.

A regra ficará efetiva a partir de dia 1 de abril, com sanções para os “incumpridores”.

Barreiras

Foi preciso o acidente de Fabio Jakobsen e as criticas em praça pública para a UCI perceber a necessidade de regras para as barreiras! Haverá agora o guia de posicionamento e de boas práticas de utilização das barreiras, mas que só entrará em vigor em 2022.

Travões

A UCI criará uma task-force para supervisionar os equipamentos das equipas, em particular as travões de disco.

Bidons

A UCI vai limitar, ainda mais, o ato de atirar os bidons. Depois de, por razões ambientais, se tornar proibido atirar o bidon fora de espaços com público, torna-se agora proibido atirar o bidon em qualquer zona de público. Será ainda estudada uma nova estrutura dos bidons para que o mesmo não se desaperte. A razão é evitar quedas como a de Geraint Thomas no Giro d’Itália de 2020, que provocou ao galês uma fratura da pélvis.

Neutralização

Por último, a UCI compromete-se a criar um protocolo detalhado para resolver situações dúbias de neutralizações de etapas ou competições.

Deste documento ficam por resolver os principais problemas que o ciclismo atualmente enfrenta.

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