Portugueses pelo Mundo em 2021!

Portugal parte para 2021 com vários corredores nas fileiras das equipas internacionais mais importantes do pelotão. No que toca ao escalão feminino, ainda não será em 2021 que contaremos com atletas lusas nas 9 equipas do WWT, mas o número nas equipas Continentais é de duas atletas.

Com o fim de carreira para Daniela Reis, tivemos a entrada de Daniela Campos no pelotão internacional, logo no seu primeiro ano de sub-23. Recém contratada pela Bizkaia-Durango Daniela terá possibilidades de mostrar todo o seu talento em 2021, e procurar resultados como aquilo que fez com a camisola nacional durante os europeus de 2020.

Tata Martins partirá para 2ª época na Drops. Em 2020 não teve possibilidade de correr nenhuma corrida em estrada, e sabemos que 2021 terá muito foco na pista, devido à presença nos Jogos Olímpicos. Ainda assim espera-se que possa fazer algumas corridas e disputar alguns sprints como tanto gosta.

No que toca ao masculino, Portugal terá uma vez mais um bom número de corredores a correr tanto no escalão WT como no Pro Continental. No escalão máximo teremos 7 corredores, sendo um deles um estreante.

André Carvalho é um dos recém-contratados pela Cofidis, Solutions Crédits e contará com a companhia nomes como Elia Viviani, Guillaume Martin e os manos Herrada, entre outros tantos talentos. Carvalho, de 23 ano,s e natural de V.N.Famalicão, vai certamente procurar deixar a sua marca no WT, como deixou nas duas épocas passadas nos Estados Unidos na tão conhecida Hagens Berman Axeon. O jovem português que foi 5º na Liege Bastogne Liege de 2019 poderá ser uma das peças chaves das provas de 1 dia da equipa francesa. Talento e força de vontade é coisa que não lhe faltará.

João Almeida é um nome que dispensa apresentações. Vai para a sua 2ª época na Deceuninck – QuickStep e depois de ter sido cobiçado na última janela de transferências por várias equipas, especialmente a UAE-Emirates, o próprio chefe de equipa colocou um ponto final no assunto com uma clausula de rescisão como no futebol. Almeida, aos 22 anos, partirá para mais uma época de alto nível já com um perfil diferente daquele que partiu no ano inicio deste ano. Tem para já agendado começar a época em San Juan, e apesar de não estar confirmado, é esperado ver João Almeida lado a lado com Remco Evenepoel numa das Grandes Voltas em 2021.

Ruben Guerreiro é outro corredor para quem não são necessárias muitas palavras. Trabalhador quando lhe compete e matador quando lhe dão permissão, partirá para a 5ª época no World Tour, e agora com outros objetivos. Conquistar mais Camisolas da Montanha pode ser um bom desafio, mas Guerreiro faz jus ao nome e não se deverá ficar por aqui. Certamente que a EF Pro Cycling não perderá a oportunidade de lhe dar liberdade.

Nelson Oliveira parte para a sua 11ª época no World Tour sendo um dos gregários mais importantes e com mais capacidade do pelotão. Depois de mais uma época de excelente trabalho pelos líderes da Movistar, onde esteve tão perto de conquistar uma etapa na Vuelta, na cronoescalada, terá para 2021 em mente o Ouro Olímpico e o Arco-Íris no contrarrelógio. Numa equipa espanhola com um novo (ou mais um) líder, deverá continuar a sacrificar todo o seu esforço ao longo do ano em prol de Miguel Angel Lopez, Marc Soler, Enric Mas e, claro, Alejandro Valverde.

Na UAE Emirates voltamos a ter os manos Oliveira e Rui Costa nas fileiras da equipa. Uma equipa reforçada em todas as vertentes, não significará abdicar dos talentos que permanecem da época anterior. Nenhum dos três lusos tem já um pré-calendário definido, mas Rui Costa deverá ter novamente opções para lutar pela geral nas provas iniciais da temporada, em que tanto gosta de brilhar, passando depois por papeis mais em prol da equipa, mas sempre com a sua liberdade. No caso de Ivo e Rui Oliveira, poderão sonhar com mais provas e papeis mais relevantes dentro da Equipa. Todas as vitórias de Jasper Philipsen em 2020 tiveram assinatura de um dos irmãos ou dos dois, e mesmo com a contratação de Matteo Trentin, merecem a liderança em algumas provas. Rui Oliveira já provou que poderá ser um futuro líder em finais rápidos, e Ivo Oliveira também se dá bem nesses terrenos, e até um pouco mais acidentados. Com o treino de 2020, e o Título Europeu de Perseguição Individual, Ivo poderá começar a intrometer-se nas lutas pelas vitórias em contrarrelógios.

Nas equipas Pro Continentais houve uma ligeira redução de corredores luso, sendo que para 2021, apenas contaremos com Daniel Viegas e José Gonçalves.

Daniel Viegas é o melhor amigo de João Almeida, e a sua formação foi tão boa como a do ciclista da QuickStep. Faltou-lhe a pontinha de sorte de dar um salto maior, mas Contador e Basso viram nele algo, e a subida da equipa EOLO-Kometa ao 2º escalão dará ao corredor português outras andanças e outros ritmos. Os resultados poderão não aparecer em 2021, mas certamente boas exibições iremos ter.

José Gonçalves teve um 2020 para esquecer e depois de problemas com a equipa, salários em atraso, lá conseguiu renovar e ficar mais um ano na DELKO One Provence. Experiência não lhe falta, e se os Diretores Desportivos conseguirem motivá-lo com provas como Zé gosta, poderemos voltar a vê-lo ao mais alto nível.

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