Operação Aderlass – Stefan Denifl condenado a 2 anos de prisão!

O austríaco Stefan Denifl foi condenado a 24 meses de prisão – dos quais 16 serão em pena suspensa – por fraude comercial grave relacionada com a sua dopagem enquanto ciclista profissional.

O austríaco foi um dos investigados da Operação Aderlass, e confessou em março de 2019 o uso de doping durante os últimos anos como atleta. Nessa altura recebeu a suspensão até 2023 e todos os resultados desde 2014 foram-lhe retirados, os quais incluíam uma vitória de etapa na Vuelta a Espanha de 2017, a Österreich – Rundfahrt de 2017, e ainda a classificação da Montanha no Tour de Suisse de 2015. Denifl tinha corrido sobre as cores da IAM Cycling e Aqua Blue Sport durante esse período, e apesar de ter assinado com a CCC para 2019, acabou por rescindir o seu contrato ainda antes da temporada começar, citando “razões pessoais”.

A sentença, que não é definitiva, foi proferida por um tribunal em Innsbruck na terça, dia 12, de acordo com os meios de comunicação social austríacos, e multou também o austríaco em 349.000 euros.

Denifl admitiu a acusação principal, em que afirmou ter conseguido contratos, e portanto dinheiro de equipas e patrocinadores de forma fraudulenta, confirmando o uso de doping com assistência do médico alemão Mark Schmidt, a figura central na investigação da Operação Aderlass. Segundo o próprio, esse dinheiro seria usado em criptomoedas e ouro.

Com esta pena, Denifl é o primeiro corredor a receber uma condenação de prisão como resultado de uma investigação de doping. A Operação Aderlass deu-se inicio em fevereiro de 2019, quando a polícia austríaca investigou atletas que competiam no Campeonato Mundial de Esqui Nórdico. A investigação centrou-se em Schmidt, que dirigia uma clínica médica em Erfurt, Alemanha.

Em várias semanas, vários ciclistas foram apanhados na investigação, tendo Denifl sido o primeiro a confessar o seu envolvimento com o antigo médico da Gerolsteiner e da Milram, que tinha sido acusado de dopar ciclistas em 2009, com Bernard Kohl a ser o primeiro apanhado.

Outros envolvidos na Operação Aderlass incluíam Georg Preidler, da Groupama – FDJ, Kristijan Durasek, da UAE Emirates, e ainda a corredora austríaca Christina Kollmann, a quem também foram impostas proibições por quatro anos. Borut Božič e Kristijan Koren, da Bahrain-Merida, receberam ambos proibições de dois anos, tal como Alessandro Petacchi, e Danilo Hondo, que também confessaram o seu envolvimento.

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