La Vuelta a las Catedrales!

Burgos, numa celebração ao VIII centenário da sua catedral, acolherá as primeiras etapas da La Vuelta a España de 2021. Por seu lado, a Vuelta não terminará em Madrid, como tem sucedido ano após ano desde 2014. Santiago de Compostela será o palco do Grande Final de 2021, com um decisivo contrarrelógio final!

De 14 de agosto a 5 de setembro, a Vuelta percorrerá 3336km em 21 etapas sendo que teremos:

  • 8 etapas planas – 2 com ligeiras subidas no final;
  • 4 etapas para puncheurs;
  • 7 etapas de alta montanha;
  • 2 contrarrelógios individuais;
  • 2 dias de descanso – entre 9ª e 10ª (23 de agosto) e 15ª e 16ª (30 de agosto).

2 contrarrelógios, na 1ª e na 21ª etapas, com 8km e 33.7km, respetivamente, poderão fazer diferenças muito interessantes entre os homens da geral. A etapa 1 é muito técnica, propícia para especialistas e e ciclistas como João Almeida, que andam muito bem em percursos deste estilo. Poderemos sonhar com uma camisola vermelha do jovem prodígio português logo no primeiro dia!

Etapa 1

A etapa 2 dará oportunidade aos sprinters, num percurso todo ele plano.

Etapa 2

A etapa 3 marcará a primeira grande chegada em alto, com a muito conhecida Pícon Blanco (1ª Cat), subida por diversas vezes percorrida na Vuelta a Burgos.

Etapa 3

A etapa 4 dará uma segunda oportunidade aos sprinters, numa etapa onde os puros especialistas da velocidade poderão sofrer com os falsos planos, e até com o final sinuoso em Molina de Aragon.

Etapa 4

A etapa 5, no papel, será mais uma para sprinters, mas a presença do vento poderá marcar a jornada.

Etapa 5

Na etapa 6, um último quilómetro em muro, tirará muita gente da luta pela etapa. Os homens da geral não poderão estar desatentos, já que a colocação será fundamental para não se perder tempo.

Etapa 6

Na etapa 7 chega então a pura montanha. Seis “puertos” de diferentes categorias, num percurso já bem habitual ao estilo espanhol, e chegada num Balcon de Alicante com 8.9km a 5.8%, numa subida que progressivamente vai complicando com a aproximação à meta.

Etapa 7

A etapa 8 será marcada pelos ventos do mediterrâneo. Um sprint com uma fuga poderá vingar, se o pelotão assim o desejar. Caso contrário, médias de 50kms/h e muitos cortes deverão ser o prato do dia!

Etapa 8

A etapa 9, a última etapa antes do primeiro dia de descanso deverá contar com muita dureza, com mais de 180kms, 4 contagens de montanha, e um desnível de 4500m. O final será no Alto de Velefique, uma subida de categoria especial com 14.9km a 6,65%.

Após o primeiro dia de descanso, a etapa 10 terá o seu início em Roquetas de Mar, o paraíso da costa tropical de Andalucia que dará a partida para a 2ª semana. Uma 2ª categoria já no final da etapa, poderá fazer estragos, numa etapa que também será toda ela percorrida junto ao mar.

A etapa 11 será também ela muito dura, num dia em constante sobe e desce, em que a fuga poderá chegar e vencer, mas que também poderá fazer diferenças na luta pela geral, com o duríssimo Alto Valdepeñas de Jaen, e um final com pendentes elevadíssimas.

Etapa 11

A etapa 12 trará um dia de média montanha, com duas subidas já na segunda metade da etapa, que certamente irão retirar os puros sprinters da discussão da vitória.

Etapa 12

A etapa 13 poderá ser a última grande possibilidade de haver chegada massiva ao sprint, num percurso de quase 200km sem qualquer contagem de montanha.

Etapa 13

A etapa 14 marca a entrada final na montanha, num dia em que teremos duas primeiras categorias distintas, mas ambas duras ao seu estilo. A primeira, a meio da etapa, com apenas 3.1km, mas mais de 12.5% de pendente média, e a subida final ao Pico Villuercas com 14.7km a 6.5%.

Etapa 14

Na etapa 15, subir e descer, serão as palavras de ordem! Teremos 4 contagens, duas delas sendo de 1ª categoria. O final será em descida depois da última subida, uma terceira categoria que poderá fazer diferença após uma jornada de grande dureza.

A etapa 16 será praticamente toda ela plana, apesar de conter duas terceiras categorias na segunda metade da mesma, em que os principais nomes da velocidade poderão ficar para trás. Será de novo um dia em que a fuga poderá brilhar e discutir a etapa.

A etapa 17 será uma etapa duríssima, em véspera de etapa rainha. A chegada será numa Categoria Especial, à já mítica Lagos de Covadonga, com a surpresa de ser feita através de la Collada Llomena. Será um final com 12.2km a 7.1%, bastante condicionados pelo km final com uma pequena descida.

Etapa 17

Etapa 18 será a etapa rainha desta edição, num dia com quatro contagens de montanha, as primeiras duas a serem classificadas como primeiras categorias, e um final com uma segunda categoria, e uma categoria especial em que não haverá tempo de descanso. O Altu d’el Gamoniteiru será a grande subida desta edição, apresentando ao pelotão 15km de subida a uma pendente média de 9.75%!

Etapa 18

A etapa 19 trará um dia em que os homens da geral poderão recuperar forças, já que aparenta ser bastante propício a que mais uma escapada possa suceder, em véspera de duas decisivas etapas finais.

Etapa 19

A etapa 20, já na zona da Galícia, bastante próxima do Norte de Portugal, da região do Alto Minho, contará com 5 subidas categorizadas, todas elas já nos últimos 100km do dia, que deverá ser a última grande chance dos trepadores poderem ganhar tempo à concorrência. O perfil assemelha-se àquilo que já costumamos ver em Portugal, com subidas nunca muito mais extensas que 10km, mas bastante explosivas.

Etapa 20

Se dúvidas existirem sobre a classificação geral, Santiago de Compostela ditará quem merece ser o rei da La Vuelta 2021. Quase 34km, num perfil sinuoso e técnico, marcarão o grande final da corrida, e consequente discussão da classificação geral!

Etapa 21

Revelados os perfis, o que esperar da La Vuelta a España em 2021?

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