Ineos Grenadiers revela líderes e planos para as Grandes Voltas!

A Ineos Grenadiers já revelou quais os seus planos para as três Grandes Voltas do ano, com os seus líderes distribuídos pelo Giro d’Itália, Tour de France e La Vuelta a España, onde planeiam, como sempre tem acontecido nos últimos anos, lutar pela classificação geral.

Começando pela primeira das três Grandes Voltas, o Giro d’Itália, verá o colombiano Egan Bernal, vencedor do Tour 2019, como o líder da equipa britânica, escudado de perto pelo seu compatriota Daniel Martínez, recentemente contratado à agora EF Education – Nippo, e pelo russo Pavel Sivakov, numa formação que irá contar também com o Campeão Mundial de Contrarrelógio, o italiano Filippo Ganna.

Para Dave Brailsford, a colocação de Egan Bernal no Giro d’Itália tem o objetivo de dar ao jovem colombiano um novo desafio após ele ter sido forçado a abandonar o último Tour de France devido a uma lesão nas costas, da qual está a finalizar um extensivo processo de recuperação. Algo que sempre caracterizou Bernal, segundo o Diretor da equipa, é que desde a sua chegada sempre corria com um sorriso na cara, e isso fez dele um ciclista carismático dentro do pelotão. Neste momento, na opinião de Brailsford, é isso mesmo que Bernal precisa de reencontrar, a alegria de voltar a competir, e sentir-se bem e divertido em cima da bicicleta.

Para o Tour de France, a equipa terá um trio de líderes bastante capaz, que apenas na estrada irá definir qual deles será definitivamente o #1 da equipa britânica. Geraint Thomas, Tao Geoghegan Hart e Richard Carapaz serão então os nomes que irão comandar a Ineos na Grande Boucle, numa equipa que deverá ter um pouco de tudo, e que certamente será um dos blocos mais fortes presentes na maior volta por etapas do ano.

Ainda não estão definidos os nomes que irão completar a equipa britânica, mas Brailsford já desvendou que a lista é bastante curta para as 5 posições disponíveis, e os pré-selecionados para a corrida são Richie Porte, Laurens De Plus, Michał Kwiatkowski, Jonathan Castroviejo, Luke Rowe, e Rohan Dennis, dos quais apenas 1 deverá ficar de fora para compor então o 8 da Ineos.

A abordagem irá depender do desenrolar da corrida, mas Geraint Thomas é dos três líderes o que mais beneficia dos dois contrarrelógios que a edição de 2021 do Tour inclui. Por outro lado, os contrarrelógios dão também a Carapaz uma outra liberdade de atacar, já que à partida deverá ser um dos ciclistas que menos beneficia dos esforços individuais, e que mais tempo deverá perder entre os principais candidatos. Já Tao Hart deverá ficar numa posição intermédia relativamente aos dois, já que não se safa nada mal nos contrarrelógios, e o facto de se estrear na corrida, e não ter a pressão de Thomas e Carapaz também lhe poderá dar alguma liberdade para atacar as subidas e as etapas de montanha.

Na La Vuelta, a equipa ainda não definiu que ciclistas irão estar presentes na sua maioria, mas é já certo que a liderança da equipa será entregue ao britânico Adam Yates, recém-contratado à agora Team BikeExchange, partilhada com o também britânico, que agora chega ao World Tour, o jovem Thomas Pidcock, de quem também muito se espera, e se ambiciona ser o grande futuro do ciclismo do Reino Unido.

Brailsford mencionou também que o último Giro d’Itália, onde a equipa venceu a classificação geral e da juventude, assim como 7 etapas distintas, foi um game-changer para a Ineos. De acordo com os dados recolhidos pela equipa houve uma grande mudança na atitude dos fãs e na forma como eles vêem a equipa. Por isso mesmo este foi um tema bastante discutido pelos diretores da equipa durante o inverno, inclusive levando a temas como quem é a Ineos como equipa, e como podem continuar a evoluir para um estilo de corrida mais aberto esta temporada.

O Diretor da Ineos refere estar orgulhoso sobre tudo o que conquistou nos últimos anos, mas que neste momento o ciclismo está a mudar, e a equipa tem de se adaptar também aos novos tempos. Neste momento o foco não é o de “não perder”, mas sim o de “aproveitar as oportunidades”, o que é algo capaz de libertar as mentes dos ciclistas, ao invés de ser uma ameaça, e é dessa mesma forma que a equipa pretende continuar.

O que será a Ineos capaz de conseguir em 2021?

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