Geraint Thomas acredita que mérito definirá liderança da INEOS

Geraint Thomas, numa entrevista à BBC, fugiu a todas as questões relacionadas com a liderança da INEOS durante o Tour e especulações sobre a possível ida de Chris Froome para a Israel Start-Up Nation, mas deixou clara a sua opinião.

“Tendo em conta o lockdown provocado pela pandemia, numa prova de três semanas mais dias maus podem ocorrer ,e será através do mérito que saíra a liderança dentro da equipa.”

Geraint Thomas

Thomas tem treinado diariamente nos Alpes com alguns companheiros, incluindo Froome, na preparação para a prova rainha do Ciclismo. Recentemente Thomas, Bernal e Froome foram informados pela equipa que se deveriam preparar para assumir a liderança na prova francesa e depois de Bernal, chegou a hora do Galês intensificar as suas ambições na batalha interna.

Galês de gema, Thomas prefere que tudo seja resolvido de forma diplomática e que não haja qualquer tipo de conflitos, apesar de ambicionar o seu 2º título na prova. Geraint revelou ainda que gostava de ver Froome mais tempo na Ineos junto dele.

“Não estou sentado na cama à noite a pensar sobre isto”

Geraint Thomas

“Isso afeta-me indiretamente, mas, ao mesmo tempo, não estou sentado na cama à noite a pensar sobre isto”, disse Thomas sobre a possível transferência de Froome na janela de transferências de agosto.

“Sou colega dele desde 2008, obviamente seria bom continuar assim. Nós damo-nos bem, trabalhamos bem um com o outro, somos honestos um com o outro – brutalmente honestos às vezes. Mas o que será vontade, e deixo isso para ele, será feito na estrada, eu apenas me preocupo em subir a próxima montanha o mais rápido possível. Vê-lo a pedalar, a fazer os esforços todos é ótimo, porque foi um acidente horrível o que ele sofreu. É ótimo vê-lo de volta.”

Durante o Tour de 2019, Thomas acabou por aceitar que Bernal estava mais forte, tal como Froome fez com ele na vitória de 2018.

Nas ultimas 8 edições, a Sky/Ineos levou a melhor por 7 vezes, apenas uma escapou por abandono dos líderes da prova (Nibali com a Astana acabou por vencer em 2014), mas nunca partiram para uma edição com três líderes, correndo o risco que a rivalidade interna estrague os planos.

“Para mim, é o mesmo de sempre. Tentar chegar lá da melhor forma possível e, se algum de nós for melhor que eu, faço o que for preciso, ajudo-os ou ajudam-me”

Geraint Thomas aproveitou para revelar o seu calendário de preparação, que passará pelo Tour de L’Ain (7 a 9 de agosto) e pelo Critérium du Dauphiné (12 a 16 de agosto).

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