FPC lança as medidas que tornam a Volta a Portugal num evento seguro

No passado dia 19 a Direção Geral de Saúde deu luz verde para que a Volta a Portugal mantivesse as datas programadas e hoje a Federação Portuguesa de Ciclismo publicou a Task-Force para um retorno da Modalidade de forma segura.

O documento é composto por cerca de 40 páginas e abrange todas as partes da prova rainha portuguesa.

Entre as várias medidas, a Federação e a Podium (empresa organizadora da prova) salientam as seguintes:

  • Todos os atletas, equipas técnicas e staff devem realizar um teste para SARS-CoV-2 na véspera do confinamento em coorte de 14 dias, e ainda 24 horas antes do início da prova (28 de julho).
  • A Volta a Portugal em Bicicleta terá um médico-coordenador, responsável por zelar pelo cumprimento do plano médico-desportivo e sanitário, articulando e coordenando os demais elementos médicos, de socorro e sanitários do evento, pugnando pela prioridade das medidas de saúde estabelecidas pela Autoridade de Saúde Nacional.
  • Serão instalados em todas as partidas e chegadas das etapas postos de avaliação médico-sanitária, de forma a promover a verificação do estado de saúde em questão de sinais/sintomas associados à COVID-19, e a prevenir transmissão e conter casos suspeitos antes de iniciar a competição desportiva.
  • Nas partidas e chegadas existirão duas áreas de acesso restrito a pessoas credenciadas, contribuindo para a formação de ?bolhas sanitárias?. À Zona 0 apenas poderão aceder corredores, um número de limitado de elementos de staff técnico das equipas, forças de segurança, jornalistas e elementos com funções indispensáveis à realização do evento. O acesso à Zona 1 está limitado a pessoas credenciadas como patrocinadores, convidados, comunicação social e logística. Separa-se, assim, os elementos ligados à parte desportiva/competitiva dos demais credenciados. Nas Zonas 0 e 1 será obrigatório o uso de máscara de proteção certificada.
  • Serão criados mecanismos de limitação de acesso do público às áreas de partida e chegada das etapas. Os pontos de interesse durante as etapas (metas intermédias) serão colocados em locais de menor concentração populacional, contribuindo para menores ajuntamentos populares.
  • A distância das etapas e o número máximo de participantes sofrerão cortes face aos limites máximos regulamentares. 
  • Todas as equipas deverão ter no staff um médico, responsável pela aplicação das normas sanitárias no seio da equipa e pela ligação ao médico coordenador do evento.
  • As equipas estrangeiras presentes, além da exigência anterior, terão de comprovar a realização de testes à SARS-Cov-2 a todos os elementos da equipa (ciclistas e staff) com resultado negativo no máximo até 5 dias antes de entrarem em Portugal.
  • A organização será responsável pela distribuição das equipas pelas unidades hoteleiras, baseando-se na Orientação 008/2020 da DGS, limitando o número de equipas na mesma unidade de alojamento e criando corredores de circulação que permitam afastar os membros das equipas dos restantes hóspedes.

Consulte o Plano Sanitário com todas as medidas AQUI.

Consulte o Parecer Técnico da DGS AQUI.

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