Está relevado o percurso do Giro d’Itália 2021 e o Monte Zoncolan está de regresso!

A RCS Sport revelou esta tarde todo o percurso da edição 104 do Giro d’Itália, numa edição que terá etapas para todos os gostos A grande partida será dada de Piemonte, tal como já havíamos confirmado, num trio de etapas na região que deverão fazer as primeiras diferenças na classificação geral, mas sem grandes dificuldades de montanha.

Em 2021 celebrar-se-á também o 90º aniversário da introdução da camisola rosa como símbolo de liderança da prova, e por isso mesmo a Maglia Rosa terá um símbolo especial para honrar isso mesmo.

Os destaques a nível montanhoso vão para a segunda e terceira semana, com a chegada ao Monte Zoncolan no dia 22 de maio, na etapa 14, numa tirada superior a 200km, e ainda para a chegada a Cortina d’Ampezzo, para encerrar essa segunda semana, num dia com mais de 210km. A última semana será também ela bastante dura, com a chegada a Alpe Motta no penúltimo dia, e um decisivo contrarrelógio final de 29km em Milão para encerrar a primeira Grande Volta do ano.

Mapa das 21 etapas do Giro d’Itália 2021.

A grande partida será dada de Piemonte, com um curto contrarrelógio de 9km na zona história da cidade, num percurso que será bastante técnico, e que deverá favorecer as características do Campeão do Mundo de Contrarrelógio Filippo Ganna. A segunda etapa, ainda na região, será quase toda ela plana, com apenas 1 contagem de montanha, e deverá proporcionar o primeiro duelo entre os sprinters, após 173km a ligarem Stupingi a Novara. Ao terceiro dia teremos no menu 187km entre Biella e Canale, na última etapa corrida na região de Turim, num dia de média montanha que poderá muito bem retirar os homens mais pesados da discussão da vitória.

A etapa 4 trará ao pelotão o primeiro aperitivo de montanha, num dia com 186km entre Piacenza e Sestola, e se os primeiros 70km serão planos, os restantes 116 serão em constante sobe e desce, com 3 contagens de montanha, a última a 2.5km da chegada. À quinta etapa teremos nova oportunidade para os sprinters, com 171km entre Modena e Cattolica sem qualquer contagem de montanha, numa etapa que irá acabar junto ao mar, e em que o vento poderá surgir e influenciar a etapa. Na etapa 6 teremos mais um dia de montanha, com uma ligação de 150km entre Grotte di Fasassi, e Ascoli Picenzo, naquele que será o primeiro final em alto. A tirada terá 3 contagens de montanha, com a última das quais a ter quase 17km.

A etapa 7 será mais uma quase toda plana, com apenas uma contagem de montanha nos 178km entre Notaresco e Termoli, mas percorrida 60% do tempo junto ao mar, pelo que o vento poderá animar a corrida e partir o pelotão nos habituais echelons. A etapa 8 terá 173km entre Foggia e Guardia Sanframondi, num dia de montanha com a principal dificuldade situada a 53km da meta, mas com uma longa descida para depois um novo final em alto decidir o vencedor. Na nona etapa teremos o verdadeiro dia de sobe desce numa ligação de 160km entre Castel di Sangro e Campo Felice com quatro contagens de montanha, a última das quais coincidente com a chegada, e ainda duas subidas não categorizadas.

A primeira semana, porém, não terminou ainda, e a 10ª etapa terá lugar na segunda, dia 17 de maio, com 140km entre L’Aquila e Foligno com alguns altos e baixos que poderão retirar os homens mais pesados da discussão da vitória. O dia de descanso será então na terça, ao final de 10 etapas, e na quarta o pelotão regressa para 163km entre Peruggia e Montalcino, num dia em que a gravilha irá aparecer, com 35km da Strade Bianche divididos em 4 setores já na segunda metade do dia. O final não será em alto, mas teremos uma contagem de montanha a apenas 3.8km da meta. Na etapa 12 teremos novo dia de montanha com 209km entre Siena e Bagno di Romagna, num dia com 4 contagens de montanha e final plano, que deverá ser excelente para uma fuga vingar.

A etapa 13 irá ligar Ravenna a Verona em 197km num percurso sempre plano, que irá anteceder uma das etapas mais importantes desta edição. A etapa 14 apresenta 205km entre Citadella e o mítico Monte Zoncolan, uma montanha mais do que difícil, e que em 2017 congratulou Chris Froome no seu alto. O dia terá apenas 2 contagens de montanha, mas não será por isso mesmo menos difícil. A etapa 15 trará 145km entre Grado e Goriza, num dia em que o pelotão irá fazer uma incursão à Eslovénia, e onde poderá uma fuga mais suceder, com um circuito técnico a marcar o relevo da tirada.

A etapa 16, a última antes do segundo dia de descanso trará mais um dia de montanha, com a passagem pelo Cima Coppi, que este ano será o Passo Pordoi, a 2239m de altitude. O dia terá 4 contagens de montanha após 212km com partida em Sacile, mas o final será numa zona plana em Cortina d’Ampezzo, numa conhecida estância de desportos de inverno! Seguir-se-á, de novo na terça, o segundo dia de descanso, com o pelotão a preparar-se para um dura e decisiva última de Giro. No regresso, a etapa 17 trará uma nova tirada de montanha com 193km entre Canazei e Sega di Ala, num dia em que a primeira metade da etapa será em ligeira descida, mas a segunda metade terá duas subidas, a última das quais coincidente com a chegada. A etapa 18 trará o último dia para os sprinters, com 228km entre Rovereto e Stradella, numa tirada com algum sobe e desce nos últimos 30km, mas que não deverá ser suficiente para eliminar os principais velocistas do pelotão.

Na etapa 19 teremos mais um dia de montanha, com três contagens presentes nos 178km entre Abbiategrasso, e o Alpe di Mera, numa jornada bastante dura. A etapa 20 será a verdadeira etapa rainha desta edição do Giro, num dia com 164km entre Verbania, e o Valle Spluga – Alpe Motta. A primeira metade da etapa será praticamente toda ela plana, mas a segunda metade não terá facilidades, com duas contagens acima dos 2000m, e o final no Alpe Motta, numa subida de 9km de pendentes bastantes elevadas. O grande final desta edição está reservado para Milão, com um contrarrelógio de 29.4 com partida em Sigano e final bem no centro da cidade de Milão. O percurso, esse será todo ele plano, e dará aos especialistas contra o cronómetro uma nova oportunidade para brilhar e conquistarem mais uma vitória, e será certamente decisivo na luta pela classificação geral.

A prova contará, em princípio, com diversos trepadores como os principais candidatos à geral, Mikel Landa, Simon Yates, Thibaut Pinot, Remco Evenepoel, Aleksandr Vlasov, Vincenzo Nibali, Dan Martin, Egan Bernal, Marc Soler, Romain Bardet e Emanuel Buchmann. Deverá incluir pelo menos três portugueses, com Nelson Oliveira no auxílio a Soler, João Almeida como braço direito de Evenepoel, e ainda Rui Oliveira no comboio de Fernando Gaviria.

Qual a tua opinião sobre o percurso do Giro d’Itália de 2021?

Fica a conhecer as equipas que irão estar presentes na prova no link abaixo!

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