Davide Cimolai explica a influência da alimentação na sua carreira e no ciclismo!

Davide Cimolai, o sprinter da israelita Start-Up Nation, falou sobre os distúrbios alimentares e o foco do ciclismo profissional na perda de peso, dizendo que desperdiçou vários anos do início da sua carreira por causa disso.

Cimolai chega agora ao 12º ano como profissional e falou sobre como alguns treinadores e pessoal do desporto tinham uma “mentalidade antiga” em relação à nutrição e ao peso, particularmente dentro do ciclismo italiano. Disse que desejava ter tido alguém que o tivesse guiado como ciclista quando andava ainda na formação.

Numa entrevista à Bici.pro, Cimolai afirmou que teria abandonado a modalidade caso não tivesse descoberto uma solução para si próprio e propôs que as equipas deveriam ter membros de staff a aconselhar os jovens sobre o assunto depois de se tornarem profissionais.

“Infelizmente, a velha geração ainda ensina metodologias que, na minha opinião, estão erradas. Experimentei o problema há 12 anos atrás quando me tornei profissional. Se aqueles que te orientam têm a velha mentalidade – se após cinco horas de treino te dão uma maçã ou fruta – compreende que algo está errado. Portanto, tornam-se profissionais e pensam que ser leve é a única coisa que importa, talvez essa seja a diferença entre ir depressa e parar de correr. Aprendi isso da maneira mais difícil. Eu teria preferido encontrar alguém no meu caminho que me pudesse ensinar a comer bem. Se não o tivesse descoberto por mim próprio, teria realmente parado de correr. As equipas precisariam de alguém capaz de o explicar aos ciclistas que chegam ao pelotão. No estrangeiro agora é possível encontrar certas figuras, mesmo nas categorias de jovens, enquanto em Itália ainda há demasiada incompetência”.

Davide Cimolai em entrevista à BICi.PRO

Cimolai disse que conhece corredores que pararam de correr devido a distúrbios alimentares, acrescentando que conhecia outros que demoraram anos a ultrapassar o seu problema. No caso dele, admite ter perdido dois ou três anos da carreira carreira, os primeiros como profissional, antes de mudar a forma de comer.

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