Melhores do Ano #12 – As surpresas do pelotão feminino!

De janeiro a novembro, a temporada World Tour feminina foi também ela recheada de surpresas, com uma série de ciclistas a aparecer em grande destaque e a revelarem todo o seu potencial e todas as suas capacidades. Desde juventude a outras com mais experiência, muito contribuíram para o belo ano de ciclismo feminino que tivemos na estrada! Estamos a falar de Mikhayla Harvey, Grace Brown, Liane Lippert e Marta Cavalli, as quatro que na perspetiva do Ciclismo Mundial mais se destacaram como as Revelações de 2020. Relembremos aquilo que foram as temporadas de cada uma…

A neozelandesa Mikhayla Harvey foi uma das grandes surpresas da temporada, confirmando o potencial que já prometia desde os seus anos de júnior. A jovem de apenas 22 anos este na luta pelos campeonatos nacionais do seu país ainda em janeiro, aparecendo depois muito bem nas clássicas espanholas e com prestações de top15 na Strade Bianche, no GP Plouay e na La Course by Le Tour. O ponto alto da temporada deu-se no Giro Rosa, onde Harvey esteve no seu pico de forma, fechou em 5ª à geral, e limpou a classificação da juventude. Na Fleche Wallone ainda foi 7ª, fechando a Liege Bastogne Liege na 21ª posição, num monumento em que a fuga do dia triunfou.

A campeã australiana de contrarrelógio de 2019, Grace Brown, teve finalmente a oportunidade de mostrar como uma carta mais que válida para discutir diversas provas pela Mitchelton – Scott, acabando por beneficiar com a lesão de van Vleuten que lhe abriu algumas portas, ainda para mais com Spratt em baixo de forma. Brown até passou grande parte da temporada como gregária de Vleuten, mas viu a primeira oportunidade do ano aparecer nos Mundiais, onde conseguiu um surpreendente quinto lugar no contrarrelógio. O resultado foi chave para a Mitchelton e a australiana de 28 voltou a ter mais oportunidades! Foi 13ª na Fleche Wallone, e não desperdiçou quando pode ser 2ª na Liege Bastogne Liege, em que ficou a escassos metros da vitória, acabando por capitalizar uns dias depois na Brabantse Pijl. Nas clássicas, Brown voltou a estar muito bem, com um 14º lugar no Tour de Flandres, em que esteve constantemente envolvida nas diversas tentativas de ataques, tendo ainda energia para lançar a sua colega de equipa Sarah Roy para o sprint da disputa pelos dois lugares mais baixos do pódio.

Liane Lippert teve aos 22 anos a melhor temporada da carreira, que culminou na vitória no Ranking da Juventude UCI, o qual até começou desde logo por liderar depois da vitória na Cadel Road Race, e do segundo lugar no Tour Down Under. Com lugares de top15 no GP Plouay e na La Course by Le Tour, Lippert apareceu em força no Giro, marcando-se como uma das melhores trepadoras da prova, mas falhou a presença no top10 final devido a uma etapa menos bem conseguida. A quinta posição na prova de fundo dos Mundiais de Ímola deu uma nova força e alento à jovem alemã que aproveitou a sua explosividade para ainda ser oitava na Fleche Wallone, décima na Liege Bastogne Liege, tendo sido a melhor ciclista fora das escapadas, e o segundo lugar na Brabantse Pijl.

Marta Cavalli, também de 22 anos, teve a sua melhor temporada em 2020, isto já depois de um belo ano de 2019, mostrando um crescimento progressivo que a pode tornar em breve uma das melhores ciclistas do pelotão World Tour. A italiana só começou a competir depois do confinamento e obteve logo um quinto lugar na Durango – Durango. No Giro Rosa, Cavalli não mostrou todo o potencial que tem, mas ainda fechou no top15 da geral, obtendo dois lugares de top10 em etapas individuais. Depois de uns Mundiais de trabalho para Elisa Longo Borghini voltou a não estar mal nas Ardenas, mas a obter os seus melhores resultados nas provas do Norte, com o quinto lugar na Gent – Wevelgem, e o décimo no Tour de Flandres, fechando com um terceiro lugar nos Campeonatos Italianos de Fundo, antes de encerrar a temporada no Madrid Challenge, prova em que esteve no auxílio de Elisa Balsamo e Chiara Consonni. Tudo isto valeu à jovem italiana um contrato com a FDJ para as próximas duas temporadas, onde deverá ser a principal escudeira de Cecilie Uttrup Luwdig, tendo também oportunidades para ela própria poder brilhar.

Com as cartas na mesa, a decisão volta a estar nas tuas mãos! Quem foi a grande revelação de 2020?

O período de votação terminou!

Revelação do Ano
24 votos

Podes votar também na revelação masculina no link abaixo!

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