Melhores do Ano #3 – Qual foi a melhor prova?

Com as votações para Ciclistas do Ano já no ar, chega o momento da escolha das Provas do Ano, aquelas que foram tão boas, que daqui a 20, 30 ou 50 anos ainda vamos lembrar como as melhores de uma geração, e não porque decorreram em período de covid. As quatro nomeadas incluem o Tour de France, o Giro d’Itália, o Tour de Flandres, e os Campeonatos do Mundo, e em baixo seguirão os motivos da nossa escolha das mesmas.

O Tour de France foi desde a primeira semana dominado pela Jumbo – Visma, mas Tadej Pogacar lá ia marcando vitórias de etapa em etapas de montanha, sempre batendo o camisola amarela. O ponto histórico deste Tour dá-se na etapa 20, um contrarrelógio de 36.2km com final em La Planche des Belles Filles, que viu um monstruoso Pogacar vencer com 1:21 de avanço para o 2º classificado, e 1:56 para o anterior líder da geral, Primoz Roglic, ele que era o principal favorito para o dia, e que mesmo não tendo um dia perfeito, não teve qualquer hipótese de terminar o dia de amarelo. Pogacar venceu o Tour na estreia, venceu a camisola da montanha, e venceu também a camisola da juventude, um feito que nos relembra os anos de Bernard Hinault e Laurent Fignon, eles que também venceram a prova francesa o ano de estreia.

No Giro d’Itália os portugueses partiam com esperança no olhar e nas pedaladas de João Almeida e de Ruben Guerreiro. Falava-se da classificação da juventude e de uma vitória de etapa, mas na verdade a conquista foi muito maior que isso! Logo no contrarrelógio de abertura João Almeida foi segundo e à terceira etapa subia à liderança da classificação geral. Assim as coisas se mantiveram por 15 dias, até uma grandíssima jornada no Stelvio ter visto o português passar algumas dificuldades com a altíssima montanha e perder algum terreno para aqueles que viriam a terminar no pódio. Pelo meio, Ruben Guerreiro venceu a etapa 9, subiu à liderança da montanha, e conquistou essa mesma classificação, numa batalha taco a taco com Giovanni Visconti, que acabou por abandonar à etapa 18. Foram 15 dias de Rosa, e a primeira camisola de sempre para as cores lusitanas, numa Volta a Itália histórica!

Na Bélgica, em pleno Tour de Flandres, assistimos a uma (mais uma) batalha entre Wout van Aert e Mathieu van der Poel, depois de muitas no ciclocrosse, desta feita a dupla chegou ao final do super Monumento lado a lado, após 50km escapados dos restantes, uma parte deles feita ainda com Julian Alaphilippe, que acabou por cair e abandonar. O sprint foi longo, durante mais de 250m, e ambos estiveram à frente um do outro por diversas vezes, mas a vitória voltou a cair para van der Poel, em mais uma super clássica no Norte da Europa!

Os Campeonatos do Mundo de Ímola trouxeram-nos uma corrida muito atacada também, num perfil explosivo e com diversas nações muito bem representadas. Tadej Pogacar atacou a duas voltas do fim para defender Primoz Roglic, mas quando os ataques sucederam na volta final foi Alaphilippe quem se conseguiu isolar de Hirschi, Kwiatkowksi, van Aert, Fuglsang e Roglic, para seguir isolado até à meta e conquistar pela primeira vez a camisola arco-íris, num ano muito complicado para o francês, e que de certa forma foi salvo com esta conquista!

Agora é a tua vez de decidir, tu que assististe a estas corridas no ano de 2020. Qual delas foi para ti a melhor do ano?

O período de votação terminou!

Prova do Ano
48 votos

Podes votar na Ciclista do Ano de 2020 no link abaixo!

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