Melhores do Ano #23 – Um ano histórico na estrada!

A época de estrada em 2020 foi também ela histórica para o Ciclismo Nacional, com um super e memorável Giro d’Itália, e uma Volta a Portugal em que os puros trepadores tiveram finalmente o seu lugar ao sol, e lutaram pela vitória até final. Os nomeados para Ciclista do Ano na vertente de estrada são então João Almeida, Ruben Guerreiro, Amaro Antunes, e Frederico Figueiredo. Fica a conhecer agora aquilo que foi a temporada de cada um deles!

João Almeida estreou-se pela Deceuninck – QuickStep no Tour Down Under, mas foi na Volta ao Algarve que começou a dar nas vista do maior pelotão do Mundo com o 9º lugar final e a dupla formada com Remco Evenepoel, que venceria a competição. No regresso do confinamento a dupla apareceu de novo na Vuelta a Burgos, com o jovem português de 22 anos a ser terceiro à geral, e a ser uma vez mais melhor que grandes nomes do pelotão. O 7º lugar e a classificação da juventude no Tour de l’Ain fazia antever que o sucesso do português estaria à porta, mas esbarrou no russo Vlasov no Giro dell’Emilia, com a vitória a escapar por muito poucos metros. Na Coppi e Bartali voltou a fazer terceiro à geral, e a partir daí começou a sua preparação para o Giro d’Itália, corrida para a qual havia sido chamado devido à lesão sofrida por Evenepoel. Almeida entrou logo com tudo quando foi o melhor atrás do super Filippo Ganna no contrarrelógio de abertura, e na etapa seguinte terminou em sexto. Na chegada ao Etna logo na terceira etapa, Almeid avoltou a estar com os melhores, e chegou à camisola rosa, empatado com o equatorianao Jhonatan Caicedo, que havia vencido a etapa na fuga. Desde aí foram 15 dias sempre de rosa, sempre na frente do pelotão, e com exibições que nada o deixaram atrás dos rivais, muito pelo contrário, foi muitas vezes até superior a eles, até que no Stelvio acabou por ceder terreno, e perdeu a camisola rosa para Wilco Kelderman. Na última etapa de montanha conseguiu ainda ser quarto, atrás de Hart, Hindley e Dennis, e mostrou que o 5º lugar à geral não lhe chegava, voltando a ser quarto no contrarrelógio final, o que lhe deu o quarto lugar na geral final, e a melhor prestação de sempre de um português no Giro, naquele que foi o seu ano de estreia no pelotão World Tour! No total de 21 etapas, concluiu sempre nos 30 melhores da etapa, 18 vezes nos 20 melhores, 11 vezes nos 10 melhores, e 7 vezes nos cinco melhores do dia, incluindo 4 vezes no pódio da etapa.

Ruben Guerreiro começou a temporada no Tour de Provence, mas apenas para ganhar ritmo antes do período de confinamento que o impediu de preparar para um dos objetivos importantes da temporada, as clássicas das Ardenas. A época teve então de ser novamente planeada, com o ciclista da EF Pro Cycling a voltar com o 17º posto na Il Lombardia, e a fechar a Bretagne Classic também no top30. Nos Europeus esteve também na ofensiva, ainda lançando Rui Oliveira para o lugar no top15 final, seguindo-se um Tirreno – Adriático em que ficou perto de vencer uma etapa, tendo sido apenas superado por Mathieu van der Poel! Os Mundiais não correram de feição, com um problema mecânico na fase decisiva a tirar o português do grupo que liderava a competição, levando assim ao abandono. O português chegava então ao Giro d’Itália com a ambição de vencer uma etapa, o que veio a conseguiu logo ao 9º dia de prova, batendo categoricamente Jonathan Castroviejo, o que lhe valeu também a subida à liderança da classificação dos trepadores. O português não se fez rogado e assumiu a defesa da camisola, entrando num fantástico duelo com o italiano Giovanni Visconti, que acabaria por abandonar à etapa 18. No dia seguinte Ruben confirmou a vitória virtual da classificação e levantou os braços no pódio final de Milão, como o primeiro português a vencer uma classificação de uma grande volta em toda a história!

Frederico Figueiredo foi um dos portugueses logo em evidência na Volta ao Algarve, onde cumpriu duas excelentes etapas de montanha, porém, o contrarrelógio viria a retirá-lo do top10 final. Esteve também em destaque nos Nacionais, onde foi 6º, e depois venceu a primeira corrida por etapas da carreira no Trofeu Joaquim Agostinho, uma vitória com significado para um ciclista que nos últimos anos havia sofrido bastantes azares nas principais corridas que disputou. Na Volta a Portugal teve a sua melhor Grandíssima de sempre, tendo ficado por duas vezes à porta da vitória, na Senhora da Graça, e na Torre, e terminado finalmente no pódio da geral, com a terceira posição final.

Amaro Antunes teve uma época de sonho, depois de ter voltado à W52 – FC Porto, após um ano no World Tour com a CCC Team. O ciclista algarvio começou desde logo a temporada com uma excelente Volta ao Algarve, que terminou na 10ª posição final, com duas etapas de montanha terminadas no top10. O ciclista da W52 cumpriu depois os Nacionais e o Trofeu Joaquim Agostinho trabalhando para outros colegas de equipa, e na Volta a Portugal, onde à partida aconteceria o mesmo, Amaro lançou-se ao ataque na etapa da Senhora da Graça e levou consigo Frederico Figueiredo, com o duo de trepadores a isolar-se e a ganhar muita vantagem aos restantes adversários, e a marcarem entre si a luta pela classificação geral. A etapa foi ganha por Amaro, que logo no dia assumiu a camisola amarela para não mais a perder. Amaro tinha vantagem perante Frederico, e veio a confirmar de novo isso mesmo com uma bela prestação no contrarrelógio final, onde garantiu a conquista da sua primeira Volta a Portugal!

Com os dados lançados, chega a tua vez de decidir! Quem foi o melhor ciclista português na vertente de estrada em 2020?

O período de votação terminou!

Ciclista Português do Ano na Estrada
279 votos

Podes votar também na Ciclista Revelação de 2020 no link abaixo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Releated

Please turn AdBlock off  | Por favor desative o AdBlock