Melhores do Ano #21 – Revelações que surpreenderam o Mundo!

De Portugal para a Europa e para o Mundo, este foi um ano em que os nossos jovens se mostraram e se revelaram perante os olhares atentos de todos os fãs de Ciclismo nos maiores palcos do Mundo! Quer na Volta a Portugal, quer nas provas internas, quer nos Campeonatos Europeus de Pista ou no Giro d’Itália, o nome dos portugueses ecoou pelo pelotão fora e a grande volume! João Almeida, Iúri Leitão, Daniel Dias e Daniel Freitas chegam então como as grandes revelações portuguesas do ano, e poderás conhecer um pouco mais daquilo que foram as temporadas respetivas já a seguir…

João Almeida estreou-se pela Deceuninck – QuickStep no Tour Down Under, mas foi na Volta ao Algarve que começou a dar nas vista do maior pelotão do Mundo com o 9º lugar final e a dupla formada com Remco Evenepoel, que venceria a competição. No regresso do confinamento a dupla apareceu de novo na Vuelta a Burgos, com o jovem português de 22 anos a ser terceiro à geral, e a ser uma vez mais melhor que grandes nomes do pelotão. O 7º lugar e a classificação da juventude no Tour de l’Ain fazia antever que o sucesso do português estaria à porta, mas esbarrou no russo Vlasov no Giro dell’Emilia, com a vitória a escapar por muito poucos metros. Na Coppi e Bartali voltou a fazer terceiro à geral, e a partir daí começou a sua preparação para o Giro d’Itália, corrida para a qual havia sido chamado devido à lesão sofrida por Evenepoel. Almeida entrou logo com tudo quando foi o melhor atrás do super Filippo Ganna no contrarrelógio de abertura, e na etapa seguinte terminou em sexto. Na chegada ao Etna logo na terceira etapa, Almeid avoltou a estar com os melhores, e chegou à camisola rosa, empatado com o equatorianao Jhonatan Caicedo, que havia vencido a etapa na fuga. Desde aí foram 15 dias sempre de rosa, sempre na frente do pelotão, e com exibições que nada o deixaram atrás dos rivais, muito pelo contrário, foi muitas vezes até superior a eles, até que no Stelvio acabou por ceder terreno, e perdeu a camisola rosa para Wilco Kelderman. Na última etapa de montanha conseguiu ainda ser quarto, atrás de Hart, Hindley e Dennis, e mostrou que o 5º lugar à geral não lhe chegava, voltando a ser quarto no contrarrelógio final, o que lhe deu o quarto lugar na geral final, e a melhor prestação de sempre de um português no Giro, naquele que foi o seu ano de estreia no pelotão World Tour! No total de 21 etapas, concluiu sempre nos 30 melhores da etapa, 18 vezes nos 20 melhores, 11 vezes nos 10 melhores, e 7 vezes nos cinco melhores do dia, incluindo 4 vezes no pódio da etapa.

Iúri Leitão começou a temporada de pista em grande nível! Sagrou-se logo no início de fevereiro campeão nacional de Scratch, e foi segundo na Corrida por Pontos e em Perseguição Individual. Poucos deias depois voltou a estar em destaque no Trofeu Internacional de Anadia, com o terceiro lugar na prova de scratch para sub-23 e com a prata no madison em parceria com João Matias. Em outubro começaram os campeonatos da Europa e Iúri apareceu ao seu melhor nível, arrecadando três medalhas de prata nas provas sub-23 de Scratch, Eliminação e na Corrida por Pontos. Não satisfeito com os resultados, o jovem português chegou ainda melhor um mês depois aos Europeus de Elites, depois de ter obtido a medalha de prata em Eliminação, a sua primeira em Europeus da categoria, venceu categoricamente a prova de Scratch, dando às cores portuguesas o primeiro ouro da história! Também no Omnium, Iúri lutou até final, mas uma prova de Eliminação menos conseguida, acabou por permitir apenas a medalha de bronze com a qual Iúri terminou a temporada, que foi desde logo a melhor de sempre de um ciclista português na pista!

Daniel Dias cumpriu o seu primeiro ano de sub-23 em grande estilo, e em destaque nas provas de contrarrelógio, uma categoria em que já tinha estado em evidência nos juniores nos dois anos anteriores. Foi o melhor sub-23 na Prova de Reabertura, marcando desde logo uma posição importante perante os restantes adversários, e no Campeonato Nacional de Contrarrelógio sub-23 foi segundo, a apenas 15s do título. Participou também no Troféu Joaquim Agostinho, e esteve perto de se estrear na Volta a Portugal, onde seria o ciclista mais jovem em competição, mas um caso de covid a surgir no estágio da Seleção Nacional, acabou por o retirar da prova antes de esta sequer ter começado. No mês passado foi oficializada a ligação à UC Mónaco para a próxima temporada, uma equipa sub-23 de grande destaque a nível Europeu, que deverá levar o jovem Daniel a mostrar-se em importantes provas sub-23!

Daniel Freitas foi também um dos nomes que mais surpreendeu a nível nacional, com o 13º lugar na geral final da Volta a Portugal, ele que tem como principais características a velocidade de ponta, e a capacidade de superar subidas mais curtas, e até com alguma explosividade, apareceu desde logo em destaque na etapa 2, com a subida à Senhora da Graça, onde se aguentou durante bastante tempo com os melhores trepadores do pelotão. A forma como o vimos correr na Volta a Portugal faz-nos pensar se para o ano o português não poderá estar na luta por um top5 na prova de referência no nosso país.

A decisão é agora tua, quem foi a revelação portuguesa em 2020?

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Revelação Portuguesa do Ano
431 votos

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