Melhores do Ano #11 – Um Giro de Revelações!

O ano de 2020 viu uma vez mais um conjunto de jovens ciclistas aparecer em grande forma, e bater-se com os já conhecidos candidatos. Desde Rookies (primeiro ano no WT) a outros que já cá estavam há algum tempo, eles aproveitaram as oportunidades, e não desiludiram! Daniel Martínez, Tao Hart, João Almeida e Marc Hirschi bateram-se de frente com os grandes nomes e conquistaram feitos super importantes num ano tão complicado como este! Agora é o momento de relembrares tudo o que eles fizeram ao longo da temporada…

Daniel Martínez começou a temporada sagrando-se campeão colombiano de contrarrelógio, e continuou a dar espetáculo em casa, com o segundo lugar final no Tour Colombia. Depois do confinamento, o colombiano regressou em altas e bateu-se com os melhores no Criterium du Dauphine, aproveitando uma série de desistência, para se sagrar vencedora da prova, surpreendendo uma boa parte dos fãs de ciclismo! Para azar do colombiano de 24 anos, o Tour não começou da melhor forma com várias quedas que o retiraram da luta pela geral, mas Martínez não se deixou cair assim, e levou de vencida a etapa 13, batendo a dupla da Bora, Kamna e Schachmann, num dia em que foi taticamente perfeito! A sua prestação nas clássicas não foi nada má, e entrava na Vuelta com ganas de lutar por um lugar no top10 final, mas de novo voltou a ir ao chão, e foi forçado a abandonar, terminando assim a temporada.

Tao Hart explodiu finalmente esta temporada, e venceu uma grande volta sem que ninguém o esperasse inicialmente! O jovem britânico entrou muito bem na temporada com a terceira posição na Comunitat Valenciana, mas depois voltou ao seu papel habitual de gregário, no regresso do confinamento na Route d’Occitanie, nas clássicas italianas e também no Tirreno – Adriático. O que ninguém contava era que com o abandono de Geraint Thomas devido a uma queda no Giro, o futuro do ciclismo britânico finalmente aparecesse, e quando a alta montanha apareceu em força, Tao Hart não vacilou, e escudado por Rohan Dennis venceu a primeira grande volta da carreira, e a classificação da juventude, assim como duas etapas.

Para Portugal, este foi também um ano de sonho, com a estreia de João Almeida pela Deceuninck – QuickStep! O português começou a trabalhar para a equipa no Tour Down Under, mas foi na Volta ao Algarve que começou a dar nas vista do maior pelotão do Mundo com o 9º lugar final e a dupla formada com Remco Evenepoel, que venceria a competição. No regresso do confinamento a dupla apareceu de novo na Vuelta a Burgos, com o jovem português de 22 anos a ser terceiro à geral, e a ser uma vez mais melhor que grandes nomes do pelotão. O 7º lugar e a classificação da juventude no Tour de l’Ain fazia antever que o sucesso do português estaria à porta, mas esbarrou no russo Vlasov no Giro dell’Emilia, com a vitória a escapar por muito poucos metros. Na Coppi e Bartali voltou a fazer terceiro à geral, e a partir daí começou a sua preparação para o Giro d’Itália, corrida para a qual havia sido chamado devido à lesão sofrida por Evenepoel. Almeida entrou logo com tudo quando foi o melhor atrás do super Filippo Ganna no contrarrelógio de abertura, e na etapa seguinte terminou em sexto. Na chegada ao Etna logo na terceira etapa, Almeid avoltou a estar com os melhores, e chegou à camisola rosa, empatado com o equatorianao Jhonatan Caicedo, que havia vencido a etapa na fuga. Desde aí foram 15 dias sempre de rosa, sempre na frente do pelotão, e com exibições que nada o deixaram atrás dos rivais, muito pelo contrário, foi muitas vezes até superior a eles, até que no Stelvio acabou por ceder terreno, e perdeu a camisola rosa para Wilco Kelderman. Na última etapa de montanha conseguiu ainda ser quarto, atrás de Hart, Hindley e Dennis, e mostrou que o 5º lugar à geral não lhe chegava, voltando a ser quarto no contrarrelógio final, o que lhe deu o quarto lugar na geral final, e a melhor prestação de sempre de um português no Giro, naquele que foi o seu ano de estreia no pelotão World Tour! No total de 21 etapas, concluiu sempre nos 30 melhores da etapa, 18 vezes nos 20 melhores, 11 vezes nos 10 melhores, e 7 vezes nos cinco melhores do dia, incluindo 4 vezes no pódio da etapa.

Também os suíços não têm motivos para se queixarem, com a grande época que o jovem Marc Hirschi realizou! O pupilo de Fabian Cancellara, ainda que com características diferentes do seu mentor, teve um ano de grande nível, e apareceu com tudo no período pós-confinamento. Aproveitou o Critérium du Dauphiné para ganhar ritmo, e apareceu com tudo no Tour de France, onde foi terceiro logo na segunda etapa, e não teve medo de seguir o ataque de Julian Alaphilippe. Sem qualquer receio, o jovem suíço continuou na ofensiva, e por muito pouco não venceu também a etapa 9 ao sprint com Roglic, Pogacar, Bernal e Landa, depois de ter sido alcançado a 2.5km do final, voltando a ser terceiro. Porém, o momento do suíço no Tour acabaria por chegar, com a super vitória na etapa 12, num dia em que a Sunweb fez uma vez mais uma super etapa, e foi superior taticamente a todos os adversários. As inúmeras presenças em fugas e na luta pelas etapas deram-lhe no final o prémio de super-combativo, e permitiram-lhe também subir ao pódio final em Paris. Depois disso, o suiço chegou em força aos Mundiais, onde foi terceiro no seu primeiro Mundial no meio dos elites, e logo uns dias depois venceu com grande qualidade a La Fleche Wallone, terminando a temporada com a segunda posição no único monumento do ano em que participou, a Liege Bastogne Liege, prova que poderia até ter vencido, não fosse o sprint irregular de Alaphilippe, que o obrigou a ter de parar de pedalar para não ir ao chão.

Com os dados todos lançados, a decisão agora é tua! Quem foi a grande revelação de 2020?

O período de votação terminou!

Revelação do Ano
120 votos

Podes votar também na gregária do ano no link abaixo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Releated

Please turn AdBlock off  | Por favor desative o AdBlock