Melhores do Ano #1 – Que ciclista se destacou mais na temporada de 2020?

Abrimos com a votação para “Ciclista do Ano” a nossa primeira edição da rúbrica “Melhores do Ano”, que tem como objetivo a eleição dos principais destaques da temporada em diversas categorias por parte dos nossos leitores. A votação com os quatro nomeados está mesmo no final do artigo, mas antes disso temos então a justificação de cada um dos nomeados pela equipa Ciclismo Mundial.

Os quatro escolhidos pela equipa Ciclismo Mundial, tal como já pudeste ver na poll acima são os eslovenos Primoz Roglic e Tadej Pogacar, o francês Julian Alaphilippe e o belga Wout van Aert, todos eles com épocas recheadas de grandes sucessos individuais, e prestações de altíssimo nível.

A temporada de Primoz Roglic começou tarde, apenas durante o confinamento em corridas virtuais, mas na primeira prova na estrada, começou logo por bater o compatriota Tadej Pogacar nos nacionais da Eslovénia. Seguiu-se uma vitória à geral e em duas etapas no Tour de l’Ain, antes de ter vencido também uma etapa no Critérium du Dauphiné, que acabou por abandonar na última etapa, devido a uma queda, quando seguia na liderança da geral.

Seguiu-se um Tour de France em que voltou a vencer uma etapa logo ao 4º dia, e em que vestiu a amarela no final da primeira semana, para apenas a perder no contrarrelógio da etapa 20 num dia em que Roglic parecia não ter mesmo hipótese de sair vencedor. Nos Campeonatos do Mundo, logo uma semana após o Tour, Roglic fechou no top10, na 6ª posição, e uma semana mais tarde venceu a Liege – Bastogne – Liege, conquistando o seu primeiro monumento. A época terminou com a La Vuelta a España, onde categoricamente revalidou a vitória na geral conquistada em 2019, e se sagrou vencedor também da classificação por pontos e de 4 etapas.

Para Tadej Pogacar a época começou em fevereiro, com uma grade vitória na Volta à Comunidade Valenciana, onde também venceu duas etapas. Seguiu-se mais uma etapa e o 2º lugar à geral do UAE Tour, antes de entrarmos em confinamento, e o regresso deu-se com a conquista do campeonato nacional de contrarrelógio esloveno, à frente do compatriota e especialista Primoz Roglic.

O Critérium du Dauphiné deu um 4º lugar final a Pogacar, que embalou e conquistou a forma que precisava para entrar com tudo no Tour de France. Mesmo tendo perdido tempo devido ao vento logo na etapa 7, Pogacar manteve sempre uma postura ofensiva, venceu 3 etapas, incluindo o contrarrelógio final numa exibição monstruosa que lhe permitiu subir à liderança da geral, e conquistar também as classificações da montanha e da juventude, num triplete histórico! Os Mundiais viram um Pogacar no auxílio a Roglic, antes de fechar a temporada com um 9º lugar na Fleche Wallone e um 3º na Liege – Bastogne – Liege.

Já para Julian Alaphlilippe, a temporada não começou de feição, com o francês a sentir bastante a morte do pai, e a não conseguir capitalizar todo o seu talento em resultados. A primeira exibição ao nível da sua qualidade deu-se na Milano – Sanremo, onde foi 2º, entrando depois no Tour da melhor forma com a conquista da 2ª etapa, para vestir a camisola amarela até à etapa 5, onde foi penalizado em 20s, devido a um abastecimento já em zona em que tal não era permitido.

Contra todas as expectativas, Alaphilippe apareceu nos Campeonatos do Mundo com toda a força, e conquistou a camisola arco-íris pela primeira vez na carreira, e só não venceu a Liege – Bastogne – Liege sete dias depois, devido a uma nova distração que lhe provocou um sprint irregular e desclassificação para a 5ª posição. A Brabantse Pijl foi ganha três dias depois, ainda que com um susto no final, e a época terminou abruptamente no Tour de Flandres, num momento em que liderava a prova na companhia de Wout van Aert e Mathieu van der Poel, com uma queda provocada por uma mota da organização, em que fraturou um dos ombros.

Wout van Aert regressou de uma lesão grave, e se esperávamos que o belga fosse recuperando a forma aos poucos, a verdade é que ele entrou com tudo, e começou logo por vencer a Strade Bianche no início de agosto, foi 3º numa Milano – Torino muito bem disputada ao sprint, e venceu o primeiro Monumento do ano, a Milano Sanremo! Na semana seguinte venceu a primeira etapa do Criterium du Dauphiné, e conquistou a classificação por pontos, e logo a seguir sagrou-se campeão nacional belga de contrarrelógio!

O Tour de France foi um dos momentos de maior afirmação do belga, com a conquista de duas etapas ao sprint na primeira semana, e exibições monstruosas na montanha onde ajudou e de que maneira o seu colega de equipa Primoz Roglic, e fechou em 20º à geral. Nos campeonatos do Mundo, van Aert não venceu nenhuma prova, mas ficou sempre perto, tendo sido 2º quer no contrarrelógio, quer na prova em linha. A temporada terminou com o Tour de Flandres, em que o belga foi 2º, num grande duelo com o seu eterno rival Mathieu van der Poel.

Os argumentos estão expostos, e os candidatos também. Agora, é a tua vez de decidir! Quem foi o ciclista do ano em 2020?

O período de votação terminou!

Ciclista do Ano
125 votos

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